As Mudanças na (Minha) Vida

“Há uma verdade universal que todos precisamos de aceitar, querendo ou não: tudo acabará algum dia Mesmo tendo esperado muito por este dia, eu nunca gostei de finais. O último dia do verão, o último capitulo de um livro, despedir-se de um amigo próximo. Mas finais são inevitáveis. As folhas caem. Fechas o livro. Dizes Adeus. Hoje é um desses dias para nós. Hoje dizemos adeus a tudo o que nos era familiar, a tudo que era confortável. Estamos a seguir em frente. Mas mesmo partirmos e isso doa, há pessoas que fazem tanto parte de nós que estarão connosco, não importa o que houver. Eles são o nosso chão. A nossa Estrela Polar e as vozes nos nossos corações que estarão connosco, sempre.”

Série Castle (ABC)

Quando ouvimos falar em mudança, ou sequer pensamos nela, acho que quase todos nós nos arrepiamos. Não só por fora, mas por dentro. As nossas entranhas reviram-se e ou estamos preparados para a mudança e somos sujeitos ativos para a mesma, ou então ficamos apavorados. Tolhidos no nosso canto, relutantes em mudar o que quer que seja na nossa rotina, nas nossas relações, na nossa casa… enfim!, na nossa vida.

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A Vida do Espera

Hoje trago-vos um tema diferente. Um pelo que, talvez, esperavam. Talvez quase batido na blogosfera, mas impossível para mim de ser ignorado. Por isso, vou começar mesmo pelo início…

Esperamos nove meses para nascer, aconchegados no ventre de nossas mães, para depois esperarmos para aprender a rastejar, gatinhar, falar e fazer os primeiros disparates. Esperamos igualmente pelos primeiros presentes, pela primeira desilusão, para depois esperarmos para ultrapassar a nossa vergonha. A espera para entrar na Creche não costuma ser muita, já que a vontade não depende de nós. Mas lá vamos, relutantes. À espera de encontrarmos medos que julgavamos não acontecer, muito pela falta de noção de que os nossos pais se nos deixam lá, irão voltar. A falta de segurança.

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O fim, do princípio…

Boa noite 🙂

É hoje! Hoje dá-se o final da 2ª Temporada nesta rubrica de novas histórias numa nova página. Foram mais de uma dezena de publicações que compuseram estas histórias baseadas na vida. Inspirada por ela e por tudo o que ela nos dá! Não poderia estar mais agradecido pelo apoio e o vosso seguimento. A sério!

Se teremos uma 3ª Temporada, muito sinceramente: não sei. Após este findar, irei vasculhar a internet e publicações antigas da minha autoria para, se se justificar, vos trazer. Mas vamos lá ao final?

Obrigado 🙂

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A Janela

Dou por mim a olhar pela janela do meu quarto, a pensar o quanto o que vejo diante dos meus olhos, mudou. Não só as árvores, ou a erva que teimosamente cresce. Eu também!

Já não sou aquele menino que corria de um lado para o outro, a subir às árvores. A brincar na casa de madeira construída em família, e que corria com medo quando uma aranha lhe aparecia na t-shirt.

Eu agora já não subo às árvores, a não ser para roubar uns figos ao vizinho, que os deixa cair para o nosso terreno, nem a casa de madeira existe. E há medida que o tempo passa, as vontades mudam, e as aventuras que antes me enchiam o espírito, são voltadas à aventura do descobrir. Descobrir novos lugares. Novas pessoas. Novas memórias. Novos “eus”.

Mas continuo ainda a olhar pela minha janela do quarto, aquele que me viu crescer e que, possivelmente, mal mudou. Claro que as paredes deixaram de estar despidas para ostentar posters dos meus filmes preferidos, e mesmo esses, começam a ocupar um lugar na minha estante. Só os especiais. E é nesses momentos, quando penso nisso e vejo o meu pai pela janela, me apercebo deste hábito, tornado gosto, que dele veio. Pela própria coleção dele que ocupa a garagem, com clássicos como Star Wars, Alien e Indiana Jones. E não é tão engraçado como mesmo agora, esses filmes continuam? Ainda este ano saiu um do Alien, e sairá outro da Guerra das Estrelas. E, em dois anos, um do Indiana Jones, ano da conclusão da nova trilogia da Guerra das Estrelas…

Ai.

Como o tempo passa. Cresci a ver Harry Potter, e os meus Piratas das Caraíbas, apanhando a febre do Crepúsculo pelo meio. Livros esses que me fizeram descobrir o género da literatura fantástica. O “meu” género… Mas foi só com a passagem do tempo que isto aconteceu. Um claro sinal dos tempos…

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