Capitã MARVEL – O 1º Filme da MARVEL protagonizado por uma mulher

2019, Filmes & Séries

Estamos em março, no mês do dia da mulher. Num mês igualmente sombrio pelo acentuar de notícias sobre a violência doméstica sobre mulheres, com contornos bizarros a serem postos a público a cada notícia. Este é um tema do qual me tenho debruçado imenso. Que me tem acompanhado desde a licenciatura até o agora. Parece que nada mudou, que só piorou, é certo. Porém, pequenas mudanças vão acontecendo. Mudanças que acredito que ajudam a dar o protagonismo que a Mulher merece por tudo aquilo que consegue.

Peço desculpa, desde já, por estar a tocar em assuntos sensíveis e estar a compará-los com um filme. Mas, sendo sincero, acho que é preciso. Especialmente porque ainda há países onde as mulheres vivem sem direitos, com medo, com salários desiguais “ou simplesmente” com receio de serem mulheres por meio das suas oportunidades e segurança. Uma vez que somente 10% dos filmes da Marvel reproduziram cenas com mulheres, a importância deste filme (assim como todos os outros que se têm feito), assumem papéis importantes naquilo que é o consumo do audiovisual e que se pode traduzir para eventos de cultura POP e ajudar na desmistificação de muitas questões ligadas às desigualdades sociais existentes entre sexos. Como a Capitã Marvel saiu na quarta, era mais que justificado pegar nele. Contudo, o título em si é já traiçoeiro. E porquê? Porque em Portugal achou-se por bem traduzir Captain Marvel para Capitão Marvel. Pessoalmente, não acho correto. Não só se demonstra um desconhecimento da língua inglesa – que não atribui género – como é desrespeitador para o tema do filme e para o paradigma cultura que pretende transformar.