Será que ler se tornou um luxo?

2019, As Minhas Coisas

Este é, talvez, um tema sensível. Um tema em que me tenho debruçado à medida que me vou apercebendo de certas questões que acontecem no nosso mercado. A verdade é que ler parece que se tornou um luxo para os livros traduzidos. Os preços dos livros são caríssimos. É certo que já não estamos no tempo em que todos os livros eram taxados aos 19€ e os mais conhecidos a passar os 22€. Surgiram novas faixas de preço e que, em muitos livros, parecem condizer com o número de páginas. Porém, tenho-me deparado como em muitos casos, ler é difícil. E vou começar pelos eBooks.


Vendidos 11,8 milhões de livros em Portugal Comercializadas menos 120 mil unidades em 2017. Mas mercado gerou mais dinheiro.*

(*) – Retirado de CM. Link da notícia no final do post.

Há anos que se falam dos eBooks, e há anos que existem dispositivos próprios para a leitura de livros neste formato. Porém, qual a minha surpresa, quando me deparo com eBooks com preços praticamente iguais aos seus gémeos físicos? Foi muito grande. Eram diferenças de dois a três euros. E a pergunta surge: como é que isto é possível? Como é que algo que não está impresso, e que dispensou de parte dos custos do livro físico, pode ter um preço tão elevado? Porque é que não acontece como no mercado americano ou inglês? Bem… verdade seja dita, a resposta está no nosso mercado e no livro físico.

Esquecido: Já na Wook e Bertrand.pt

2018, Bertrand, Esquecido, jovem autor, wook

Bom dia leitores 😀

Após longo tempo de espera, alimentando pelo mau tempo que, no início do ano, afetou a Porto Editora (detentora da Wook e Bertrand), Esquecido está finalmente disponível!

Podem agora usufruir de outras lojas online para descobrir a história da vida do Duarte, para além da loja online da editora e outras livrarias pelo país!

Bertrand

Bertrand

wokk

Wook

Harry Potter

2018, As Minhas Leituras, CTRL + C, Diogo Simões, escrever, escrita, escritor, Filmes & Séries, jovem autor, Opinões

DSC_4008.jpg

Olá olá a todos! Como estão?

É com este tempo chuvoso, que só apetece ora ler um bom livro ou ficar o dia todo a fazer uma maratona na Netflix, que fui buscar a minha edição de colecionador do feiticeiro mais famoso do mundo. Havendo ainda tempo face à falta de trabalhos académicos, tenho passado estes dias a rever as horas de extras e os filmes de uma das mais famosas sagas do cinema.

Nem acredito que já passaram 17 anos desde que o primeiro filme foi lançado, mas definitivamente que muito já aconteceu desde então. Exemplos disso é mesmo a minha paixão por ler, que me levou a ler pela primeira vez os livros há uns anos. Quando foi lançada a edição especial do 15º aniversário.

4.PNG

 Quando na altura os comecei a ler, o meu entusiasmo era crescente. Li-os todos em menos de dois meses. Todavia, quando cheguei ao final da saga, um pensamento perturbante invadia-me: gostava mais dos filmes que dos livros.

Vivendo nós num mundo em que as adaptações cinematográficas acabam por ser mesmo isso: “adaptações”, ao aperceber-me da dimensão de cada uma das personagens, dei-me conta de como a saga cinematográfica é, provavelmente (para mim), das melhores adaptações de que há memória.

Claro que os detalhes presentes nos livros são enormes, para não falar das explicações brilhantes, pertinentes e mágicas da autora à medida que vamos desfolhando pela história. Todavia, tenho de revelar o como as personagens do Harry e Ron me irritaram profundamente. Principalmente o Harry. Sempre com uma atitude autoritária, como se tudo o que acontecesse tivesse obrigatoriamente de passar por ele. Já para não falar depois da sua relação com o colega Ron e, posteriormente, do professor Dumbledor. Sim, também não gostei do Dumbledor do livro. Quando li, achei as personagens com falta de carisma, pouco humanas e bastante irritantes. Claro que não foi um sentimento que perdurasse por todos os livros, visto que a/s personagem/ns ia/m crescendo. Mas, nos filmes, somos logo de início presenteados com personagens mais amáveis, que mesmo que estejam em processo de crescimento, nos conseguimos ligar mais facilmente e sentir aquilo que a autora sempre quis que sentíssemos.

Confesso que não escrevo disto de ânimo leve, afinal a minha paixão por esta saga é incompreensível, mas é pela coragem que ganhei ao falar com outros fãs e amigos que percebi o como a opinião é quase que unânime.

2.PNG

 Apesar disso, personagens como a Hermione, Hagrid e a professora Mcgonagall são tal e qual como descritas, aliadas às criaturas e mundo fantástico criado brilhantemente pela nossa J.K. Posto isto, revelo-vos agora quais os meus filmes favoritos da saga: Harry Potter e a Câmara dos Segredos e A Ordem da Fénix. Sendo a Ordem da Fénix dos livros mais longos, tenho de dar parabéns aos argumentistas quando refiro a cena final. Quando li o livro, fiquei meio atordoado com as descobertas macabras que estavam na área de Mistério do Ministério da Magia, mais saídas de um livro de Stephen King, do que de um mundo mágico da J.K.,mas o resultado no cinema, ficou fantástico. Algo que, sem dúvida, apelava já aos mais adultos pela inclusão dos efeitos especiais num dos poucos duelos mágicos que temos. Situação repetida no mais recente lançamento deste mundo: Animais Fantásticos e Onde Encontrá-los.

Antes de seguir para a minha maratona, com o Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban, tenho de referir o como parte destas questões elucidadas, se refletem na peça de teatro: Harry Potter e a Criança Amaldiçoada.

1.PNG

 Desta vez, nesta peça de teatro, havendo o fator tempo e visual a limitar o que poderia ser feito, tenho de revelar o estapafúrdio que achei a destruição de personagens que, à partida, estavam já tão bem definidas no universo. Refiro, claro, o Voldemort e Bellatrix Lestrange. A quem leu: o que acham? Concordam com as escolhas dos argumentistas, conduzida pela J.K.? Neste ponto, acho mesmo que qualquer história que apareça depois do último livro, é mera jogada de marketing. Mas para saberem mais do que achei do livro, segue a minha review no Goodreads.

Agora que partilhei aquilo que há muito queria fazer, está na altura de encher a minha caneca de Hogwarts com chá, e ir para o capítulo três desta história. Todavia, enquanto aquece, quero muito saber o que achas! Diz-me nos comentários 🙂 !

Antes disso, deixo-vos o novo trailer do jogo de RPG que já chegou aos terminais Android e iOS!

Beijos e abraços,

Diogo

 

Originalmente publicado a 2 de março de 2018 em https://rapazdeoculos.blogs.sapo.pt/

O que andam a dizer do “Esquecido”?

2018, jovem autor

Já têm o vosso? 

O livro TOP4 na loja online da Cordel d´Prata pode ser vosso em https://cordeldeprata.pt/produto/esquecido/ 

«O “Esquecido” é um livro surpreendente, que cativa o leitor a cada página, imaginando ele próprio cada detalhe e cada incerteza do passado, presente e futuro vivido pela personagem. 
É um livro que tem tudo, ação, amor e mistério,
Considero que seja até mais que um simples livro e uma simples história…. É uma lição de vida.» (Marlene, via Goodreads)

«É um livro maravilhoso, com uma escrita muito envolvente. Fiquei estarrecido com a velocidade dos acontecimentos. É sem dúvida um turnpage!» (TiagoAlves, via Loja Online Cordel d´Prata)

«Esquecido.. Que dizer sobre um livro que é simplesmente apaixonante? Esquecido faz-nos pensar exatamente no quanto a memória e a falta dela nos afeta. É um livro memorizante e bastante complexo de entender ao início mas tem uma qualidade que muitos não têm! A capacidade de sugar-nos para o meio da história e fazer como que nos apaixonemos cada vez mais pelas personagens!» (Ricardo, via Goodreads).

«”Esquecido” é um livro que se encontra muitíssimo bem escrito, com ideias brilhantes, cenas fortes e emotivas. Relata uma história de perdas, redescobrimento do “eu”, amor, mas sobretudo de coragem e resiliência.
Não foi o primeiro livro que li deste autor e, como de costume, impressionou-me pela positiva. Estamos perante um autor em ascenção, ainda com um longo percurso pela frente, estando certa que se encontra no caminho correto para se tornar brilhante.» (Ana Raposo, via Goodreads).

«Um livro muito bem escrito! Uma narrativa fluída e interessante com a dose certa de suspense. Gostei muito!» (Roy, via Goodreads)

Top4

Porque escreves sobre “famílias desfeitas”?

2018, Esquecido, jovem autor

Momento de Perguntas dos Leitores

Quando me fizeram esta pergunta, confesso que fiquei absorto. A pensar em tudo o que escrevi, para depois conseguir olhar para a pergunta com outros olhos. Olhos que compreenderam como isso é verdade. Como nos dois livros que publiquei, os protagonistas sofrem de alguma maneira com as suas famílias problemáticas. Por isso, nada como este espaço para eu próprio reflectir sobre esse ponto em comum e dar-vos as razões. Ou melhor, a razão: o motivo que me leva a escrever sobre estas problemáticas é mesmo a vida.

É certo que para quem lê os meus livros, pensa que estou nalguma espiral de inspiração, o que em parte é verdade, especialmente se considerar o livro que atualmente estou a escrever. Contudo, no meio de O Bater do Coração e do Esquecido, estive dois anos a escrever o Uivares, uma história de fantasia. Uma história que está aqui muito bem guardada no meu PC, por agora… Mas que partilha igualmente de alguns pontos com os livros que publiquei. Ou seja, é uma pergunta válida para o universo que tenho na mente.

Em primeiro lugar, e tendo já dado um pequeno contexto à resposta que sucede, importa referir como todos os meus livros estão ligados. Sim! Isso mesmo. E que ideias mirabolantes para uma história que se passa no domínio espiritual onde as personagens que morreram em cada história conhecida do público, se encontrem, já está a ser arquitetada. Mas a razão está longe de ser esta, claro.

Como qualquer leitor, quando leio, gosto de sentir o quão longe os meus problemas estão. Afastado de uma realidade boa ou menos boa. E com os meus livros, o desejo é o mesmo. Todavia, com o meu crescimento, tenho compreendido que os problemas do quotidiano não podem ser ignorados. Que eu não conseguia pintar na minha escrita uma realidade utópica. Assim, ao representar alguns dos temas da sociedade e da adolescência, como a perda de identidade, violência doméstica, sexualidade, dependência, novas oportunidades e escolhas, é a solução. Aliado a isto, está ainda o facto de escrever na primeira pessoa, e por isso dar o meu máximo para que se veja o crescimento das personagens nesses domínios. Só assim sinto que o leitor está num mundo imaginário, afastado da sua realidade, mas com pequenas representações que tocam momentos chaves das suas memórias e permitam, após a leitura, ver o mundo com um olhar rejuvenescido.  Com isto, quero dizer que apesar de desejar uma boa experiência para o leitor, quero que ele se sinta ainda mais completo do que se sentia quando começou a leitura. É assim que sei que as minhas palavras tocaram alguém e que a vida tem muito mais que um prisma! Além do mais, importa não esquecer a conotação negativa de “família desfeita”, mas é algo que só é compreendido com a leitura dos livros!

Curiosos? Estou ansioso por ouvir as vossas opiniões! 🙂

Sabem como me contactar!

Já disponível!

27983403_1967782176595410_5474151116825512184_o