Por Detrás d´O que nos Magoa #9 – A capa do livro no Dia Mundial do Design Gráfico

Hoje, ao celebrar o Dia Mundial do Design Gráfico, a Editora Cordel de Prata partilhou com os seus seguidores algumas das histórias ou inspirações de algumas capas por si publicadas. Hoje, e de forma complementar, dou-vos ainda o que retiro da capa de O QUE NOS MAGOA e alguma da sua inspiração.

Fonte: Cordel de Prata, 2020

As primeiras reuniões

A minha editora Cordel d´Prata é das que faz capas mais bonitas no setor português. Sim, tenho mesmo de o dizer. Atendendo a que grande parte das capas que nos chegam a Portugal são de literatura traduzida e, por isso mesmo, essas resultam antes da mudança dos títulos para português, editores que publicam autores lusófonos dedicam-se a uma reinvenção no que toca ao olhar gráfico.

Foi assim sem surpresa de que nos primeiros encontros presenciais, dei conta aos meus Editores de que tinha algumas ideias concetuais para a capa. Não falo de imagens a utilizar, nada disso. Antes a linguagem que achei apropriada e que estava a inspirar as mais recentes obras do género jovem-adulto.

A resposta dos meus Editores foi entusiasmante e concordante, levando a que desenhassem uma capa como nunca antes vi. O trabalho foi excelente e surpreendeu-me por completo. Ainda me lembro quando a vi pela primeira vez e mal podia esperar por a revelar.

Os significados

O trabalho feito pela Editora foi fabuloso e alvo de elogios quer meus, quer dos leitores. Porém, será que quem leu o livro interpretou alguns dos significados?

Não obstante o olhar profundo que a Editora partilhou no e-mail de hoje, tenho de acrescentar que a cena representada no livro diz respeito a um evento marcante da história. Um ponto de viragem onde as trajetórias de descoberta das personagens colidem de forma estrondosa.

Aliado a isto, está o casal abraçado debaixo de um chapéu de chuva, resguardado numa cúpula invisível da sociedade. Ademais se junta um abraço nivelado da personagem masculina como a feminina, não existindo uma desigualdade no gesto, demonstrando independência e uma descoberta consciente. Ainda no protagonista masculino vemos vestes que o escondem quase por completo, antevendo o mistério em que a própria protagonista feminina se vê, assim como das armaduras do jovem Daniel.

Para quem leu, sabe que as tranças da protagonista são parte da história, pelo que gosto de acreditar (e ver) como tenho esta ideia representada com os “dois fios vermelhos” que esvoaçam.

E vocês, que leram, captaram estes detalhes?

Podem adquirir o vosso exemplar em: Cordel d´PrataWookBertrand Fnac.pt. Também em e-book em: Rakuten KoboBarnes & NoblesApple Books, e Amazon Kindle.

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