O que aprendi ao escrever, em 2019, o equivalente a 5 livros?

Estamos em março, no último mês do trimestre para sermos mais precisos. Muito aconteceu no blog e na minha vida até aqui. Muito projetei, li, assim como ingressei em novas aventuras. No meio desta lufa-lufa, li há uns tempos um artigo com o título: «What You’ll Learn From Not Writing a Single Article for Thirty Days». O título e o conteúdo mexeu tanto comigo, que quis fazer a experiência pelo inverso. Com isto, coloquei-me a mim a seguinte questão:

O que aprendi com o que escrevi em 2019?

A pergunta é grande, tal como a premissa do que queria. Porém, havia um dado que faltava: o saber e ter consciência do quanto escrevera o ano anterior… Sabia que tinha muita conta pela frente, e foi assim que dediquei meia hora do meu tempo a alimentar uma resposta para esta pergunta. Vamos começar?

Nº de Publicações
(2019)
Média do Nº de Palavras por PublicaçãoProjetos
(Nº de Palavras)
Manuscritos do Livro 4 & 5
(Nº de Palavras)
228681Caderno do Diogo: 
15 991
Total Combinado de 2 Manuscritos Inacabados:
33 785

As contas começaram por saber quantas publicações escrevi em 2019. O número 228 apareceu sem surpresa, sendo que a este, tive de retirar os 20 artigos que escrevi referentes ao Caderno do Diogo. Após isto, procurei realizar uma média do número de palavras por publicação. Nisto, e usando uma amostra de 20 artigos aleatórios, fiquei com o número 141 648 para representar o ano de 2019. Muita palavra, não é?

Claro que em 2019 realizei mais projetos públicos, como O Caderno do Diogo, o e-book, e a série online interativa, Trajetórias. Com isto, tinha de me socorrer dos seguintes dados no que toca a este último projeto:

1º Capítulo
(Nº de Palavras)
2º Capítulo
(Nº de Palavras)
3º/4º Capítulo
(Nº de Palavras)
9 5369 4743 048

Estes números deram-me a certeza de que a história em Trajetórias tem 22 058 palavras. Só com isto, percebi o como este número poderia ser assustador face ao número de palavras escritas no blog. Afinal de contas, ao ter criado uma história e com escolhas, perceber o como com poucas palavras escrevi imenso, uma conclusão ilumina-me logo o espírito…

213 482

213482! Sim, foi a este o número que cheguei após tamanhas contas, das quais se juntou O Caderno do Diogo, Trajetórias, os manuscritos dos livros que comecei a escrever o ano passado, assim como as publicações no blog. Atendendo a que nem juntei a minha tese a esta conta, ter este número como referência é como que assustador e um indicador muito forte para mim. Um que me permite perceber cada vez mais a direção que quero tomar… Mas antes de chegarmos a esses pontos, como posso rentabilizar esta descoberta?

Fácil: vou saber concretamente quantas palavras constituem a história dos meus dois últimos livros:

ESQUECIDOO QUE NOS MAGOA
75 16662 230

6 livros escritos em 2019

Pelas minhas contas e, novamente, sem a minha dissertação de mestrado, em 2019 escrevi o equivalente a quase que três livros do Esquecido e a quatro livros de O que nos Magoa. Uau! Uau, Diogo.

Ter esta perceção, clara como a água, veio reforçar algo que sempre soube mas que, até agora, teimava em acreditar:

  • Se me focar na realização de projetos, como foi com O Caderno do Diogo e Trajetórias, consigo escrever tudo e mais alguma coisa;
  • Não existe propriamente a “falta de inspiração” ou de “tempo/vontade” quando temos diversos locais para escrever e conseguimos atender a todos.

Esta constatação é dura e quase que bizarra. Não por me arrepender deste feito, longe disso. Mas por perceber que se convergir alguma desta energia e tempo para terminar o meu manuscrito atual, consiga talvez escrever mais que um manuscrito por ano.

É sequer possível escrever dois livros num ano?

Mas será possível? Claro que não! Não obstante, “o começar um livro” leva a, pelo menos, três meses de planeamento e pesquisa – algo que não ocorre no blog.

Em O que nos Magoa, escrevia um capítulo por dia, tendo conseguido terminar o livro num somatório de tempo equivalente a quatro meses. Se pensar posteriormente no tempo em que o texto tem de descansar e passar pela minha revisão, posso concluir que um manuscrito “apreciável” demora, pelo menos, 6 meses. Porém, ao ter tanto foco dispersivo de ideias e de… escrita (?), este tempo acaba por aumentar. Acabarei por atrasar-me nos meus projetos e nas próprias metas que estabeleci para mim enquanto autor.

Quais as implicações práticas deste “estudo”?

Bem, aliando os dois últimos tópicos, as implicações práticas e visíveis serão uma reformulada perspetiva mensal (novamente) a partir do próximo mês, assim como um esquema de publicações semelhante ao dos últimos meses: duas a três publicações semanais. Desta foram sei que me consigo concentrar na escrita de histórias com o poder de intervir, assim como consigo descansar com este contrapeso.

Será possível? Não sei! Pode ser que na perspetiva mensal de março tal fique a descoberto.

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