Agitação Natalícia

Prendas? Tenho! Estão embrulhadas? Não, mas isso resolve-se. Trabalho, está tudo orientado? Quase, preciso só de ir trabalhar meia dúzia de horas e aí vou eu. A caminho de Leiria. Na direção de um natal passado em família.

Porém, não poderia centrar esta publicação só neste facto, mas em perceber como o “blog” mudou. Eu mudei. Há um ano, estava a preparar-me para uma tese. A trepar paredes. Conseguia articular tudo, é certo. Tinha igualmente uma presença ainda maior aqui. Falei do que iria dar aos meus familiares e amigos próximos, como ainda dei dicas de alguns jogos para a vossa consoada. Ainda vos dei um conto do Esquecido, mesmo a propósito da quadra. Este ano, ao ter arranjado o meu primeiro emprego e publicado um novo livro, a ginástica teve de ser diferente. Vi-me obrigado a estabelecer prioridades para o que queria. Se tenho saudades de escrever de forma diária para o “blog”? Muitas! Mas, sejamos sinceros: estou a publicar três vezes por semana, não poderia estar a pedir melhor ao articular com um novo manuscrito, trabalho e dissertação. Gostava de sentir-me mais solto, é certo. Mas enquanto não descubro como me maximizar, terei de continuar nesta agitação. Tal e qual aquela que sentimos nesta quadra. Com o aproximar das horas para a consoada.

Leitura Sugerida: As Minhas Tradições de Natal

Correr no túnel do tempo

Guardamos sempre tudo para a última, na esperança e crença de termos tempo. Nessa utopia, somos invencíveis. Mas as horas acabam por nos trair e vemo-nos forçados a acrobacias inéditas. Todavia, algo de importante falta. Algo que, se for preciso, só deixamos para quando estamos sozinhos com os nossos pensamentos: o pensar no resto do mundo. Assim, nesta agitação natalícia, quero desejar um feliz natal não só aos meus leitores, como: às crianças, jovens e idosos que, em muitas situações passam isolados ou sozinhos – quer seja em instituições ou em casas despidas de sentimento, que a solidão consiga ser vencida e saibam agarrar ao bom que ainda têm; assim como um feliz natal a todos os profissionais que dão “cara” nesta quadra, esforçando-se por dar tudo o que têm para que, na solidão, algo de maravilhoso e inesperado surja.

O natal pode ser todos os dias. A palavra consumismo só existe se a alimentarmos e esquecermos que, ao longo de todo um ano, podemos continuar a ser humanos e saber dar ao outro o poder do escutar, falar e acompanhar.

Feliz Natal!

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