As nossas relações

Na nossa vida, relacionarmo-nos com os outros é do comportamento mais humano que poderemos ter. Não é simplesmente o falar, é a capacidade de compreender o outro. De o ver. De ter e experimentar sentimentos de empatia. As nossas relações não são fáceis. Quer sejam familiares, entre amigos, entre colegas de trabalho, passando para as nossas “almas-gémeas”, cuidar e pensar numa relação, torna-se um desafio cada vez maior.

As redes sociais, a correria da vida moderna, o trabalho, a nossa necessidade de ter igualmente espaço individual, são desafios constantes e diários. Mas será que as nosas relações, algo tão humano, passou para uma qualquer dimensão astral de vida marciana? Será que os mais recentes dados de violência no namoro ou até negligência têm verdades duras escondidas?

Eu acredito piamente que sim. Que cada vez mais, ao nos entregarmos aos outros, nos acabamos por esquecer que o outro é alguém, e que nós próprios somos alguéns. E sendo isto algo trabalhado logo desde cedo por um autor, ao criar as suas personagens, poderão os livros ter respostas ocultas?

Há espaço para o “tu”?

Pensar por nós mesmos, termos a capacidade de ter os nossos círculos de amigos próximos, afastados, assim como as esferas íntimas, partilhadas e familiares bem delimitadas, são desafios cada vez maiores. Um livro pode assim aparecer quase que receita secreta para sabermos pensar sobre nós, para vermos os outros, e compreender que cada história e momento da nossa vida tem mais do que uma interpretação. Não obstante esta questão, parece que nos dias de hoje nos esquecemos do que é a esfera privada, ao confundia-la com a pública. Poderia muito bem culpar as redes sociais, mas são humanos que estão nas redes sociais. E, não esquecendo isto, são essas mesmas pessoas que se esquecem que existem limites de respeito e de individualização que são muito superior a esses factos.

Sinto que as nossas relações estão cada vez mais ameaçadas. Quer por influências internas, assim como fatores externos cada vez maiores, a falta de compreensão própria e do outro é um fator dramático. Como autor, encarar este desafio é avassalador. Não escrevo já só histórias bonitas ou com finais felizes, mas histórias que sejam capazes de ser verídicas. Mas será que quem lê se consegue imaginar e prespetivar ao ler? De imaginar como aquelas relações familiares, entre amigos ou amorosas, se relacionam consigo? Eu quero acreditar que sim. Mas tenho consciência de que o individualismo por vezes amortiza grandes oportunidades que, se forem realmente bem pensadas, não se irão repetir. Não havendo reptição, estaremos mesmo a viver e a aproveitar o que de mais humano temos? As nossas interações? Ou a preferir isolar-nos de, até mesmo, nós mesmos, em deteriomento dos outros?

Há futuro?

Sinto que as nossas relações estão cada vez mais ameaçadas. Quer por influências internas, assim como fatores externos cada vez maiores, a falta de compreensão própria e do outro é um fator dramático. Como autor, encarar este desafio é avassalador. Não escrevo já só histórias bonitas ou com finais felizes, mas histórias que sejam capazes de ser verídicas. Mas será que quem lê se consegue imaginar e prespetivar ao ler? De imaginar como aquelas relações familiares, entre amigos ou amorosas, se relacionam consigo? Eu quero acreditar que sim. Mas tenho consciência de que o individualismo por vezes amortiza grandes oportunidades que, se forem realmente bem pensadas, não se irão repetir. Não havendo reptição, estaremos mesmo a viver e a aproveitar o que de mais humano temos? As nossas interações? Ou a preferir isolar-nos de, até mesmo, nós mesmos, em deteriomento dos outros?

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