A nossa cultura

Foi no fim-de-semana passado que saíram os resultados de um estudo avassalador e realizado em Portugal. Um que parece afirmar aquilo que qualquer autor, leitor e produtor de conteúdo já sabia mas agora se torna visível. Não de uma forma brilhante, digo-vos já. Afinal de contas, como é que alguém poderia queria querer resultados destes? Mas que resultados são estes?

De forma muito rápida, vou começar por vos dar os dados, para depois vos contextualizar:

  1. A cultura é o sexto setor mais importante de Portugal, atrás da saúde, educação, ambiente, segurança e ciência;
  2. A população só irá aproveitar melhor a cultura num espaço próximo de 10 anos;
  3. Da cultura, o maior consumo vai para o cinema, ou consumo de filmes
  4. 43% da população portuguesa não lê livros há 6 meses.

Foram estes alguns dos dados recolhidos pela plataforma Gerador e produzido pela Qmetrics. Neste estudo participaram 1192 indivíduos com idade igual ou superior a 15 anos. E por mais que o número seja reduzido comparado ao total da população ativa, infelizmente acredito que é um resumo correto e bem sumarizado da sociedade em que estamos.

É já comum saber que o consumo/compra de livros tem-se reduzido de ano para ano. Porém, ao pensarmos na quantidade de livros publicados num semestre, é quase certo que mais de metade deles passaram despercebidos. Quando nestes livros temos o trabalho de um conjunto de profissionais, torna-se claramente perceptível como algo de muito grave está a falhar.

Constantemente procuro soluções, ou algo que me indique estar diferente. Mas ao ver um Plano Nacional de Leitura mal aproveitado, e uma incapacidade da esfera escolar e vida adulta dar tempo a alguém para ler algo por si, vejo-me petrificado. Porém, acabo por perceber a importância das redes sociais e de novos produtores de conteúdo neste tema. Na verdade, a atenção dada às capas tem-se tornado algo fascinante, dando a capacidade de um leitor poder dar-lhe vida de formas nunca antes pensadas. Mas será que a aposta nas redes sociais é suficiente? Será que não está na altura dos próprios grupos editoriais se juntarem para combater algo tão gravoso e desastroso para eles próprios? Como autor, e leitor, sinto-me triste com estes dados. E mesmo não sendo representativos de toda a população, só me confirmam como a cultura precisa de um investimento longe de imaginar…

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