“Trajetórias” – Como me motivei a escrever?

Esta é uma pergunta intrincada. Uma que me deixa severamente a pensar e a olhar para o caderno que tenho no OneNote a respeito desta história. Mas, para ser sincero, escrever Trajetórias foi dos maiores desafios que alguma vez já enfrentei. Muito mais do que escrever o que para vocês foi o meu “primeiro livro”.

Reparem, quando tenho a ideia para uma história, uma que se estrutura em narrativa e em livro, penso em tudo. Tenho de pensar no básico, mas também no que enche e dá alma à história. Não estou limitado por tempo, tamanho nem imaginação. É um trabalho que deixo fluir para no final perceber até que ponto é que me alonguei ou não. Quando comecei e escrevi o Trajetórias, por mais que a “componente básica” entrasse, havia uma que não: o tamanho e tempo. Não falo do tempo em escrever – mesmo que condicionado pelos meus deveres académicos -, mas sim do tempo que eu iria “obrigar” um leitor a ficar a ler num ecrã. Percebi logo que não poderia ser algo muito extenso, logo tinha de dar primazia a uma coisa. A algo que norteava a ideia: a trajetória. Após isto, a própria imaginação fica com certas balizas que não poderia ousar transpor. Tinha de trabalhar nestes moldes, e foi com estes “ideais” que fui avançando. Começou em dezembro, passando por um fevereiro e março parados. Quando abril chegou e me dei conta do trabalho que iria dar, não tive outro remédio senão arregaçar as mangas e dar-me mais prazos.

Sabem que funciono bem com metas, e se vos falei do Trajetórias por diversos meses, tinha de cumprir. Não poderia ficar refém da minha própria técnica e deixar-me viver na confusão e desgaste. Desta forma, motivei-me a escrever pela ideia, o seu propósito, assim como o visualizar do resultado final. Eu próprio estava ansioso por ver e ler como ficaria a história, e não podia desiludir a minha mente e leitores.

Nem sempre foi fácil. Houve alturas – duas vezes por mês – em que acreditava que não iria conseguir. Que iria mesmo entregar no último mês do prazo que vos dei – setembro de 2019. Eu não queria isso. Não poderia sequer dar-vos algo tão tarde. Mas com o apoio do Ricardo e da Sofia consegui muito. A eles um enorme obrigado, por tudo o que aturaram ao longo destes meses em que diferentes trajetórias de vida preenchiam o meu eu.

Trajetórias chega na última quinzena de junho.

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