Sobrevivi ao #endgame

Escrevo-vos isto no Porto após ontem marcar presença naquele que é o maior evento cinematográfico de sempre. A experiência foi passada em IMAX 3D, e não poderia ter sido a melhor aliada para testemunhar aquilo que foi o culminar de mais de vinte filmes de um universo. De que filme falo? Falo-vos dos Vingadores: Endgame, ou se preferirem, dos Vingadores 4.

A sala estava cheia, como tem estado desde que o filme estreou na passada semana. Sendo dos filmes mais esperados ainda antes de começar sequer a ser gravado, assistir a este término de histórias é o desejo de qualquer fã da MARVEL ou somente de super-heróis. As três horas de filme passam tão rápido que só me fez compreender o quão este argumento foi bem construído. Não temos momentos “secantes” nem diálogos despropositados. Temos sim aquilo que é uma celebração plena aos 22 filmes. Porque reparem, foi um filme que terminou histórias que começamos a ver há uma década atrás. Não é estonteante? Aliado a isto estão diferentes trajetórias, aventuras, mortes, lutas e momentos que Endgame soube dar fim de forma bela, emocionante.

Confesso que quando entrei na sala já sabia quem iria morrer – muito por conta da internet. Talvez por isto tenha-me emocionado logo na primeira hora de filme. Porém, se tirarmos este conhecimento do destino, foi de uma enorme alegria ver como personagens que tão bem conheço, terem as vidas encaminhadas em certas direções.

A história em si, apesar de já há muito prevista, conseguiu ser certeira e, sobretudo, plausível. Sendo um filme de ficção-científica seria de esperar termos muitas coisas inventadas só para chegar à rápida resolução do conflito. Mas não. Conseguimos ter explicações científicas plausíveis à luz do que é este universo e de tudo o que um amante de cinema conhece. Aliado a isto está o cruzar do elenco de diferentes filmes, todos eles com passados destruídos por conta do filme anterior. Foi uma delícia enorme ver cada interação e nem consigo imaginar como seria ver isto num filme de duração mais reduzida. A banda sonora também ajudou imenso, já que indo na linha da score anterior, esta conseguiu reinterpretar-se em significados que contribuíram imenso para a história. E o mais espetacular: o como numa certa cena final, a “música do silêncio” teve um papel de cortar a respiração na sala de cinema.

Estou a esforçar-me imenso para não vos revelar nada, porque não o quero fazer. Este filme impede-me disto. É o culminar de uma geração, e não consigo antever se alguma vez teremos algo assim. O que é certo é que Vingadores: Endgame estreou a semana passada e já destronou o último filme da saga Harry Potter do TOP 10 das maiores bilheteiras de todos os tempos.

Este facto é mais que justificado, e o que mais me surpreendeu foi como passei a gostar, de facto, de personagens que até então não me diziam nada, como O Capitão América (um dos argumentistas já disse mesmo que era uma personagem chata), o Gaivão-Arqueiro e o Falcão. Aliás, o destino que estas personagens tiveram ultrapassou por completo aquilo que poderia sentir. E digo sentir porque estou na internet, leio bastante. Conheço as possíveis teorias baseada nas BD. Mas agora saber que aquilo vai acontecer e que emocionalmente e narrativamente faz sentido, é algo de que nem todos os filmes se podem gabar. Quanto às outras personagens, o Homem-Aranha será sempre aquela minha favorita. E se pensar sequer nas interações do Peter com o Tony, fico de coração esmigalhado de tanto significado presente em momentos que nem palavras precisaram.

Alerta de spoilers!

A existir algum elemento negativo, considero uma das mortes. Queria que tivesse tido mais impacto, mas atendendo ao momento em que acontece, consigo compreender a necessidade de existir um diferente passo no filme. Tenho a certeza de que quer uma, quer outra morte, marcarão para sempre o final da Fase 3 do MCU, e da Fase 4 – posterior ao Homem-Aranha: Longe de Casa (4 de julho 2019).

Relativamente ao Thanos… Desculpem, para mim é dos anti-heróis mais bem construídos de todo o cinema. Foi extraordinário o que após o Guerra Infinita, este filme conseguiu dar ainda mais à personagem. Ao falar nisto, a batalha final do filme é sim épica, e incapaz de conter a criança que existe dentro de mim. Sinto-me capaz de a ver em repetição por horas a fio de tão boa ter sido. Quer em coreografia, montagem, momento, banda sonora e propósito.

Penso que perceberam o como esta publicação teve um lado muito emocional, mas falar-vos de 22 filmes, em que o último teve três horas, e encerra a Fase 1, 2 e 3, assim como dá o pontapé para a Fase 4, é extremamente difícil. Tenho um grande coração de MARVEL fã para sempre, pelo que talvez daqui a uns tempos vos consiga falar de forma diferente…

(vídeo extra com spoilers mas muito importante para complementar o que referi sobre uma das mortes)

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