O Antes de um lançamento: Entrevista à Autora Orquídea Polónia

Já vamos na quarta publicação dedicada à conversa com os nossos autores. São portugueses e fazem por vingar no nosso mercado e com ele crescer. Porém, para a entrevista desta semana queria algo diferente. Acontece que sabia que o lançamento do segundo livro da Orquídea teria o seu lançamento nesta semana, e com isto sabia que tinha de fazer algo. Que teria de trazer para aqui o contributo de uma autora sobre temas importantes e sentimentos, nomeadamente ligados aos dias antes do lançamento. Fiz as perguntas, enviei e foi com ânimo e deleite que li cada resposta desta autora. Curiosos por a conhecer? Sem mais demoras, apresento-vos então a Orquídea Polónia, autora do livro Flashback – Memórias Esquecidas (2016),que lança agora pela Cordel d´Prata o thriller Os Corvos – No Trilho da Vingança.

Olá Orquídea. Temo-nos vindo a conhecer neste mundo literário há já algum tempo. Desta forma, é com grande entusiasmo que te acolho aqui no meu blog. Estou mais que entusiasmado com o lançamento do teu segundo livro, no final deste mês. Mas antes que eu revele tudo, queres apresentar-te para os nossos leitores?

Olá Diogo, muito obrigada!

Para os nossos leitores, apresento-me como uma pessoa que está sempre a imaginar e a criar. Adoro ler, ver filmes e séries, ouvir música… Claro que só podia acabar por criar histórias através da escrita! Gosto, principalmente, de thrillers, policiais e tudo o que tenha mistério.

Este é o teu segundo livro. São três anos que separam ambos, pelo que tenho de perguntar: como vês este retorno à publicação?

Boa pergunta… As circunstâncias são completamente diferentes. Eu sou uma pessoa diferente, os momentos de vida são diferentes e isso reflete-se em dois livros completamente diferentes. Na verdade, o meu primeiro livro, “Flashback – Memórias Esquecidas”, foi escrito algum tempo antes de ser publicado, em 2016. Eu não percebia muito deste mundo da escrita e não sabia que era possível realizar este sonho, mas consegui.

Tive um bom feedback, por muito que aquele livro inicialmente fosse apenas para mim e não tivesse a publicação como objetivo. Por incrível que pareça, comecei logo nesse ano a escrever o segundo livro, “Os Corvos – No trilho da vingança”. Já foi com uma visão completamente diferente, sabia que poderia vir a ser partilhado. Empenhei-me imenso e estou mais madura, isso reflete-se muito no livro. É com orgulho que digo isso. Este meu retorno é uma afirmação enquanto autora. Se com o primeiro livro pus um pé na escrita, neste venho já a pés juntos.

Como lidaste com estes três anos sem publicar?

Foram três árduos anos… Apesar de não publicar, estive a escrever. Só que também tive que me dedicar a outras coisas: o Mestrado, a tese, o ingresso no mercado de trabalho, às vezes com dois empregos. Penso que é uma coisa importante para se falar, a dificuldade em ser um(a) novo(a) autor(a) em Portugal. É impossível ser escritor a tempo inteiro e conciliar com outras coisas é difícil. Tive que parar várias vezes. E depois a escrita depende de criatividade e de disponibilidade, o que nem sempre está ligado. Aquele clichê de bloqueio de autor é mesmo verdade! Portanto, adorei cada momento da construção deste livro, que demorou dois anos a ser escrito, mas sempre na expetativa deste momento!

Sabemos como é o mercado literário português, nomeadamente o lusófono. Muito provavelmente não conhecias o meu primeiro livro, da mesma forma que eu não conhecia o teu. Com isto, o que achas que mais falha no nosso mercado? O que é que gostavas de dizer às pessoas que não procuram por literatura lusófona?

É isso mesmo que falha… A falta de aposta na literatura lusófona, especialmente novos autores. Há imensa publicidade à literatura traduzida, assim como vai havendo a autores portugueses mais conhecidos. Tudo o resto é um risco, o que torna incrivelmente difícil publicar em Portugal. Sugiro que os leitores procurem sempre novos títulos e novos autores, principalmente dos géneros que mais gostarem.

Como te surgiu este amor?

Foi em pequenos passos, eu penso. Sempre gostei de ler, entusiasmava-me facilmente com a escola. Comecei com revistas, desde as infantis até às juvenis. Só depois passei para os livros. Lembro-me de escrever o primeiro conto na escola, andava no 9.º ano. Descobri que achava graça. Fui escrevendo pequenas histórias que partilhei com poucas pessoas e que em nada se parecem com o que escrevo hoje. A escrita vai ganhando cada vez mais lugar na minha vida.

O que aprendeste com o teu primeiro livro que sintas que aplicaste neste?

Tudo. O mais importante foi que aprendi que é possível, que eu consigo fazê-lo. Depois, foi uma questão de melhorias em tudo o que diz respeito à escrita. Também fui conhecendo um pouco mais do mercado editorial no país, fui explorando melhor o processo de publicação. Ajudou o facto de ir partilhando experiências com outros autores. São tudo coisas que continuo a aprender e a tentar aplicar!

Os Corvos- No Trilho da Vingança. Que título poderoso. Queres contar-nos um bocadinho do que esconde?

Obrigada! Este livro fala-nos sobre Elsa, que perdeu os pais num homicídio enquanto criança. Ela cresce revoltada e aos 18 anos conhece Elias, um homem enigmático que promete ajudá-la a conseguir vingança. Em troca ela tem que se juntar à sua organização criminosa, Os Corvos. É claro, vamos ter muitas surpresas, mistérios e até algum romance à mistura até sabermos toda a verdade. Não posso revelar muito mais, têm que ler!

Cordel d´Prata (2019)

Como foi a preparação para essa história?

A minha preparação prévia foi um esquema simples, um esqueleto geral. Toda a preparação foi realizada no decurso da escrita. Pesquisei lugares, acontecimentos históricos, políticos, etc. Foi uma pesquisa constante, além da organização que é preciso ir moldando. Tive amigos que me recomendaram documentários, assim como juristas que me foram ajudando nessa área. Também existe a parte mais emocional, a qual não tem preparação: faz-se apenas. A morte dos pais da Elsa foi uma das cenas mais intensas que já escrevi.

A capa e a pré-venda para o livro já abriram, por isso tenho de te perguntar: como foi ver pela primeira vez aquela (lindíssima) capa?

Foi com alguns sentimentos mistos. Adorei a capa, tem uma componente de suspense muito forte que me agarrou. Confesso que sou o tipo de leitora que seleciona pelas capas – são as primeiras a contar a história – e esta faria com que comprasse o livro. Foi um bom trabalho de design. Tive receio que não contasse a história, como perfecionista que sou fico sempre a pensar no melhor. Mas é uma boa escolha, uma metáfora para o sufoco de Elsa.

Achas que um autor sofre mais antes, durante, ou após a publicação de um livro?

Adorava conseguir responder a essa questão! Sofremos sempre, mas de formas diferentes. Antes da publicação há os entraves da escrita, mas que são os mais controláveis. A procura de um meio de publicação é um processo difícil. A publicação em si, no durante, também leva o seu tempo e tem mil e uma fases que tornam o processo uma fonte de sofrimento. O culminar de tudo alivia isso, é na partilha que está o cerne da publicação. Depois, sofremos porque temos que levar o nosso livro o mais longe e ao maior número de pessoas possível.

O que disseram as pessoas que mais próximas te são quando souberam que tinhas um novo livro a caminho?

Apoiaram-me imenso. Todas elas me motivaram no primeiro livro, o que me deu vontade de continuar. Tive pessoas que foram lendo o que escrevi, ajudando-me com ideias, conselhos, alertas, opiniões, correções, etc. Isso é completamente essencial, ter com quem partilhar faz com que valha a pena, até porque a escrita é um ato isolador.

Ainda estamos a dias da apresentação oficial, mas tenho de te perguntar: quais serão as primeiras palavras que irás dizer? Já as sabes?

Não faço ideia, conto com a intuição! Articulando com o que estava a dizer, quero agradecer a estas pessoas. Estou entusiasmada para contar a história de Elsa, que é uma história que tem muito de mim. De resto, não tenho um discurso planeado. No meu primeiro lançamento escrevi um texto e depressa o descartei. Apesar de ser melhor a escrever do que a falar, há coisas que fazem mais sentido ditas no momento. Assim será…

Como convencias os que nos leem a irem assistir à apresentação?

Será o primeiro contacto com esta obra, assim como o primeiro contacto de “Os Corvos – No trilho da vingança” com o mundo. Envolvi-me muito neste livro e as pessoas poderão ver o resultado disso. Para quem leu o meu primeiro livro, é uma ótima oportunidade de ver o meu crescimento. Depois, esta história tanto poderá agradar quem gosta de thrillers como quem gosta de dramas ou romances. É, sobretudo, uma história sobre humanidade e emoções.

A dias do lançamento nacional, que sentimento te vai na alma?

É mais uma mistura de sentimentos… Esperei muito tempo por este momento! Estou muito entusiasmada, quero partilhar a minha história, apresentar este livro ao mundo. Tenho curiosidade para saber qual vai ser a reação das pessoas. Mal posso esperar. Também tenho medo desta reação, de que não supere as minhas expetativas, ou as dos outros. Há sempre receio das críticas e das desilusões. Venha o que vier, estou pronta!


Ficaram curiosos? Estão mais que convidados para o lançamento “Os Corvos – No trilho da Vingança”.

Data: March 31, 2019 pelas 16H
Local: Hotel Axis Porto, Portugal

Os Corvos – No Trilho da Vingança

(Pré-Venda)

Flaskback – Memórias Esquecidas (Wook)

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