Como realmente foi a “Possessão de Hannah Grace”

Quando comecei a ver as diversas apresentações para este filme, estava desejoso de o ir ver ao cinema. Já sabem o que acho do terror, mas se têm acompanhado estes últimos meses, têm dado conta da quantidade de filmes que estou a ver do género. Os ferrenhos do género muito provalvelmente me diriam que o que vejo nem chega aos calcanhares do que são os clássicos. Que a quantidade não se está a igualar à qualidade. Mas olhem, como são os últimos filmes a chegar aos cinemas, não os poderia ignorar. Desta forma, até que ponto este filme que conta com a fantástica Shay Mitchell sobrevive ao nome?

A resposta é simples: apesar de me ter entretido e me ter feito retorcer na cadeira face ao ambiente criado, o filme falha em entregar algo que seja realmente assutador. Amei a ideia. Não tenho conhecimento de nenhum filme do género, pelo que aplaudo os argumentistas por terem arriscado num caminho tão diferente numa altura em que o cinema de terror vive para as possessões – muito por conta da saga Conjuring e derivados.

Fugindo a esta questão, a história e personagens são boas. Foi, para mim, a melhor atuação da Shay, conhecida pelo seu papel na série “Pretty Little Liars” e agora na série da Netflix, “Tu”. Gostei de a ver num registo tão diferente que se destacou por completo de todos os outros elementos do elenco. Sim, até da minha Stana Katic (Castle, Absentia), que fez a sua participação especial para morr… UPS. Spoiler.

A banda sonora também seguiu contornos interessantes, estando na mesma lado a lado com o que é o género. Pena mesmo a história, que parece ter falhado nos seus momentos assustador. Quer dizer… até posso dizer que acho que houve, mas foram muito, muito poucos. Penso que se demorou muito tempo a entrar no ambiente do filme para depois o seu final ser tão aberto a possível sequela. Aquilo que adorei foi o facto de ser paupável sentir o terror que é trabalhar numa morgue de hospital à noite e sem mais ninguém. Acho que isso acabou por ser mais teneboros que a posessão em si.

Falando do final, o que mais gostei da história foi o quão verídica foi. Estamos habituados a que nos filmes de terror ninguém se questione, ou sequer tente chamar forças de segurança e etc. Neste filme essas situações não só acontecem, como tornam a história mais plausível. Comparado ao Escape Room, posso dizer que é bem melhor, mas se o veria no cinema? Se houvesse uma boa promoção de segunda-feira ou Festa do Cinema, sim. Caso contrário, o conforto do nosso sofá seria uma boa ideia.

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