Viver com tecnologia #2 – As pulseiras inteligentes

Esta é daquelas rubricas pelas quais mais animado estou. Sabem que amo todas as que estão ligadas à escrita, porém a minha paixão pela tecnologia é tanta, que tinha de ter aqui um espaço no blog. Um que fugisse ao que se faz pela internet. Nomeadamente pelo que é falar de tecnologia por meio das palavras e de alguém que não tem formação no meio.

Posto este entusiasmo de lado, na publicação número dois da rubrica, quero muito falar-vos dos wearables. Ou, como preferirem, de dispositivos inteligentes. Não são propriamente recentes, e como já se encontram no mercado com preços acessíveis – comparado aos seus anos de estreia -, hoje venho falar-vos do que tem sido usar aquela que é a pulseira mais famosa: a Mi Band 3, da Xiaomi. Será que a pulseira, com o seu simpático preço de até 25€ corresponde a toda a fama? Como é que é realmente usá-la?

Comprei a pulseira em novembro passado após a ter encomendado. Claro que o fiz via online e não por uma lógica física, e isto é muito simples de explicar: enquanto que na Fnac vocês encontram a pulseira por cerca de 29,99€, é fácil de a encontrar em promoções de lojas online que fazem com que chegue aos 22€. Às vezes nem isso, pelo que sem dúvida que o fator preço é relevante. É o que lhe dá fama. Mas e o resto? E a aplicação que a acompanha?

Ao longo destes meses tenho-me maravilhado com a Mi Band. A bateria é dos pontos mais fortes, sendo que dura perto de duas semanas. Se houver uma utilização intensa – medição de batimento cardíaco contínuo por se utilizar o modo de desporto-, a questão é diferente. Mas a bateria é fabulosa e nada posso apontar a isso.

Sendo a bateria e o preço tão boa para este gadget, outro dos pontos que me a fez adquirir foi o facto de ter um ecrã. Sendo completamente em português, consigo ver as horas, mudar o tipo de mostrador de relógio, assim como ver chamadas a chegar, mensagens, meter despertador, colocar em modo de passadeira, caminhada, medir o batimento cardíaco naquele instante e estamos prontos. Claramente muita coisa no nosso pulso, mas tudo num corpo leve e confortável, assim como da pulseira que a segura a nós. Em termos de personalização, e apesar de a pulseira ser preta, é bastante fácil adquirir em lojas como o Aliexpress, pulseiras com cores diferentes e a rondar os 60 cêntimos. Escolhas não faltam para combinar com a nossa roupa, gosto ou estado de espírito. A sua utilização é igualmente fácil, com um ecrã tátil bastante responsivo e rápido para o seu tamanho. Não senti qualquer tipo de bug ou até lentidão, sendo fácil de realizar as diferentes tarefas.

Por agora parece tudo bom, não é? Mas e a aplicação que a acompanha a Mi Band 3? Pois é… é mesmo aqui que está o calcanhar de aquiles. Não me interpretem mal, a aplicação tem funcionalidades fantásticas, como poderão ver pelos prints que tirei. Mas aquilo de que mais sinto falta é da capacidade de a pulseira, ou a aplicação, conseguir detetar automaticamente o exercício de condução ou até andar de metro, ou mesmo se tivermos a pulseira desligada, a aplicação contar os nossos passos recorrendo aos sensores do telemóvel.

A aplicação é feita para usar com a pulseira, mas estes dois pontos fazem com que a ache mal desenhada e não pensada para TODAS as ocasiões. Tive o azar de perder o carregador da pulseira e fiquei desiludido ao perceber que a aplicação não usa os sensores do telemóvel para fazer essas contagens. Algo que é simples de fazer e que já tinha tido ao usar a aplicação Lifelog, da Sony. Uma aplicação que se usada com as pulseiras da marca, faziam com que os dados fossem combinados, dando uma precisão sem igual. Acho assim lamentável que a solução da Xiaomi peque neste sentido, em especial porque tenho definido para que ela vibre ao não detetar atividade da minha parte, mas se a conduzir não me movo, porque não usa os sensores?

Atenção, a Xiaomi tem uma solução para a condução, já que posso inserir manualmente essa atividade, mas funciona somente como cronômetro. Lamentável. Algo que também não acontece da forma correta é o mostrador da chamada, já que a pulseira só vibra e indica chamada, não mostrando o nome, sendo que se se receber uma SMS, não só temos o nome, como a mensagem toda no pequeno visor.

Fora isto, adoro como estes dispositivos inteligentes da IoT (Internet das Coisas) funcionam nas nossas vidas. Como nos ajudam a alcançar metas por nós definidas – como os passos diários-, assim como perceber o nosso ciclo de sono e até alguns dados da nossa frequência cardíaca. Obviamente que não são dados completamente fidedignos quando comparados a ofertas de mercado mais caras, mas não deixam de ser formas para ficarmos a saber mais sobre nós. Os nossos hábitos. Estamos a praticar mais desporto? Temos dificuldade em regular a respiração? E as horas de sono, são as suficientes?

No meu caso motiva-me imenso. Adoro receber os alertas na pulseira ao ter atingido o meu objetivo diário de passos, o mesmo para ver que distância já percorri numa caminhada e como se está a portar a respiração e as calorias. É até bastante engraçado perceber quantas calorias se representam em gramas e em combustível, já que a aplicação faz esse cálculo.

Algo que acho intrusivo é o facto de ao termos amigos com a pulseira e ligados à nossa aplicação, conseguimos ver os passos que deram, peso, e horas de sono. Para quem faz treinos, talvez sejam dados razoáveis de partilhar, afinal de contas somos amigos, mas pode parecer bizarro. Algo giro é o facto de pudermos fazer com que a pulseira do nosso amigo vibre, mesmo à distância e só com uma conexão à internet. Outra das coisas que adoro são as sugestões que a aplicação dá e com base científica.

Quando estes equipamentos saíram, sentia-me cético sobre eles. O facto é que nos dias de hoje acho que nos podem ajudar tanto, que começo a vê-los como uma extensão de nós. E é por isso que gosto deles. Não é já tanto uma extensão do nosso smartphone mas nossa, que depois pode sim ser usada com complemento de um telemóvel inteligente. Tenho noção que muito deste mercado irá mudar nos próximos anos e, com sorte, os preços comecem a ficar mais acessíveis…

Mas o que acham destes dispositivos? Acham que trazem realmente algo à nossa vida? Ou acham-nos realmente úteis, especialmente por podermos deixar o telemóvel a alguns metros e mesmo assim saber que nos estão a contactar?

Conheçam as especificações

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