Filhos de Sangue e Osso – Como é este livro épico?

Foi pelo natal que o Ricardo me ofereceu este livro. Andava farto de o ver pelas redes sociais de colegas bloggers, pelo que a curiosidade aumentava. O mesmo quando o pegava numa Bertrand ou Fnac, com o seu peso e capa a atrair a minha atenção. Porém tinha receio. Ao tempo que não começava nenhuma saga. Tenho lido mais livros isolados que aqueles que precisam de continuação. Com isto, quando acabei de ler Filhos de Sangue e Osso, o que senti foi uma autêntica surpresa.

As personagens são completamente distintas e bem delineadas, e com personalidades fortes e uma ação capaz de tirar o fôlego, este começo de trilogia não poderia ter sido melhor. É até difícil de parar a leitura por capítulos bem pensados e construídos, com momentos de magia e adrenalina um atrás do outro. É completo e complexo. E amei isso!

Algo feito de forma brilhante foi o abordar de questões tão atuais, como a escravatura, racismo, xenofobismo e até o egocentrismo. Foram diversas as formas que a autora arranjou para fazer metáforas com o mundo corrente para fazer lembrar os leitores, e o mundo, de que somos todos filhos de sangue e osso!

Mesmo que em alguns casos as coisas pudessem ter sido diferentes, ou até menos confusas não fosse uma melhor definição da personalidade da personagem, a Tomi facilmente conquistou-me com a sua escrita e mundo rico em magia. Esta questão também se aplica às cenas e ao final delineado pela jovem escritora. Foi inesperado. Gostei igualmente de irmos acompanhando a narrativa por meio de três personagens distintas, incluindo um potencial vilão. Neste momento confesso que senti influências de Star Wars e Vampire Diaries em alguns momentos, mas gostei muito de tudo o que a autora criou de raiz para suportar o seu mundo.

Existiram alguns acontecimentos finais que achei apressados. Como se as personagens tivessem passado por uma terapia de choque que os fez do nada tomar certas decisões. Isso foi o que menos gostei. Parecia que faltavam uns seis capítulos pelo meio que fizessem chegar àquele ponto. Quando temos as personagens a sofrer por 300 páginas das mesmas questões existências (mas até de forma justificada e nada aborrecida ou desnecessária), no final pareceu faltar algum do realismo que a autora nos habitou no início da obra. O mesmo ao próprio “vilão”, que atendendo a tudo o que vivenciara, vira e sofrera,, não parecia fazer jus a si mesmo.

Em suma, isto levou-me a classificar a história com cinco estrelas. Foi impossível deixar o livro e as personagens, pelo que seria impensável dar uma classificação menor. Mal posso esperar pela adaptação cinematográfica assim como à sequela a sair este ano. Reconheço, porém, que será um grande desafio, com uma dimensão diferente. Espero que a autora consiga corresponder às expetativas por nós criadas.

MINHA CLASSIFICAÇÃO: 5/5

CLASSIFICAÇÃO MÉDIA GOODREADS: 4,23/5
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