Escape Room – Quando a sala de cinema nos assusta

Sim!, considero o título sensacionalista, mas muito do seu significado deve-se ao próprio conceito do filme. O das Escape Rooms que têm proliferado por todo o mundo, sempre com salas temáticas capazes de nos fazer arrancar cabelos. Nunca fui a nenhuma, mas após este filme, a vontade ressuscitou!

Mistérios à parte, o filme retrata o que é a aventura, a adrenalina que é tentar resolver todos os mistérios para escaparmos da sala fechada – daí o meu trocadilho barato com a sala de cinema. Mas se a premissa do filme é boa, confesso que houve oportunidades falhadas. Não no terror, já que não o esperava em peso, mas em elementos mais tenebrosos ou macabros. Ou até mesmo mostrar mais mistérios. Mas se tivermos em conta a classificação etária e que é o primeiro filme de uma suposta trilogia/saga (?), achei que estava equilibrado.

Foi uma autêntica suspresa voltar a ver a atriz Deborah Ann Woll, que integrou o elenco da famosa série True Blood. Já ao restante elenco, parte deles parecia não ter qualquer carisma. Gostei, contudo, daquela que se assumiu como protagonista, revelando uma personalidade bem explorada na narrativa.

O final deste thriller remeteu-me muito para os filmes do Saw (muito mais macabros, é certo), bem como da saga Resident Evill. E isso foi bom. Saí da sala de cinema com a sensação de ter sido uma experiência que me entreteu e curioso para ver até que ponto a história e elementos deixados em aberto no final do filme, se comportam numa sequela. Uma coisa é certa: o filme já fez muito, muito dinheiro para uma estreia no primeiro mês do ano e no género. Se pensarmos que o elenco não tem nomes sonantes, considero ainda mais impressionante.

Não houve nenhum momento em que pensasse querer sair da sala em que me encontrava, já o mesmo não se pode dizer das salas temáticas dos filmes e mencionadas nos jogos à venda, cujas personagens viviam horrores para sair delas. Faltou mais do horror, mas chegou lá. A custo, mas chegou! Se vale a pena ir ao cinema para o ver? Não.

2 Replies to “Escape Room – Quando a sala de cinema nos assusta”

  1. Vi há pouco tempo um filme “Escape Room” de 2014. Durante uma festa de anos, a namorada oferece ao namorado bilhetes para o Escape Room, mas o que parecia divertido acaba por ser um terror.

    Sinceramente, acho que já vi filmes de terror melhores, mas não deixa de ter a sua adrenalina.

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    1. Fiquei curioso com esse filme, não sabia que existia! Mas sim, ao dizeres isso, vai de encontro em parte ao que disse deste novo filme: podiam ter criado umas salas mais tenebrosas. O terror acaba por ser mais o humano e biológico do que aquele que estamos habituados. É bom sim pela adrenalina, de resto não vale a pena ver-se no cinema.

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