Viver com tecnologia #1.5 – A saúde digital na sociedade

Eu quis escrever-vos isto mal falei da aplicação ActionDash na publicação mãe. Porém, queria refletir. Dar-vos a conhecer algumas das coisas que vão acontecendo nos dias de hoje e esquecemos de pensar. Em refletir no bem, ou mal, que fazem. Como a saúde digital é bastante amplo, vou basear-me numa notícia que saiu no início deste mês. A de que os ecrãs impedem os jovens de desenvolver empatia.

Penso que é fácil olharmos hoje para uma discoteca, festa, intervalo no cinema ou até um evento, para vermos grupos de jovens agarrados ao ecrã. Como se o mundo inteiro lá estivesse. Mas o que acontece é que muitos problemas advém daqui.

Numa das cadeiras do meu mestrado, falámos do que é o desenvolvimento da criança e da forma como as relações que estabelecemos com os outros são fundamentais na construção da nossa identidade. Naquilo que somos. Não obstante, é esta comunicação que ajuda a compreendemos o nosso papel na sociedade e nos ajuda a crescer. Mas reparem: se os nossos jovens, o futuro de qualquer sociedade, só conseguem comunicar por meio de um ecrã tátil, como é que podemos esperar que saibam desenvolver uma comunicação com o outro e que seja adequado ao que o outro pensa, sente, pergunta, fala, aliado ao ambiente e circunstância em que se está?

Já vos falei dos fracassos e do poder da imaginação por conta de um livro que li em janeiro, mas se temos jovens com dificuldade em comunicar, em gerar empatia e com isso interferir com a própria segurança que eles sentem nas situações, como é que lidam com o fracasso? Como é que podem usar a imaginação para se meterem no lugar do outro se não “o conhecem”?

Os jovens cada vez menos lêem, porque querem o imediato e o que podem apalpar e ver. Se pensarmos nisto, ao facto de eles passarem amontoados de tempo fechados numa sala de aula, ou ainda aos pais que para entreterem recém-nascidos ou crianças de tenra idade lhes dão tablets ou smartphones para dentro dos olhos, como será o nosso futuro?

Cada vez mais me preocupo com estas questões. Muito por acreditar que é um problema cada vez mais de todos, e não só dos jovens. Existem causas para estes comportamentos, não só consequências. E enquanto nós, sociedade, ignorarmos as causas para dar lugar somente ao ralhar e desmotivar, nada vai mudar.

Não falei do artigo que me deu a ideia desta reflexão, quero sim desafiar-vos a lê-lo na totalidade. Assim como a imaginação, a informação e conhecimento científico e válido é uma arma poderosa. Não deixem de ler:

Os ecrãs impedem os jovens de desenvolver empatia. E as sociedades tornam-se “brutais”

Um pensamento sobre “Viver com tecnologia #1.5 – A saúde digital na sociedade

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