As melhores matérias jornalísticas sobre a publicação de livros

Muito vos falo sobre escrita e publicação de livros. Mas da mesma forma que vos dei novos pontos de vistas ao lançar o Apêndice do Diogo, hoje quero dar-vos aquelas peças jornalísticas que falam sobre a temática e de temas importantes. Não são muitas, mas são as minhas favoritas.

Editoras, Editoras Vanity, ISBN, Edição de Autor, Distribuição, etc.. Tanto conceito, mas que por vezes pode ser confuso. Já vos falei disto nas primeiras publicações do Caderno do Diogo (ver pontos 15 a 17), mas e se tivessem as declarações dos profissionais da industria? Quer da Porto Editora até à Chiado Editora? É o que podem encontrar neste artigo da Eco, publicado em 2017. É um ótimo introdutório aos que se seguem! Não só conseguem perceber a visão das principais Editoras e que movem o mundo editorial, como das novas editoras e a democratização que ambicionam alcançar. Prometo-vos que vão perceber as diferenças.

Mas afinal o que é a Chiado Editora/Books (mudança de nome interessante, não é?)? Porque se fala tanto nela? Qual a fama que ela tem ganho? Pois bem, é neste artigo publicado a janeiro de 2018, que numa série de investigações resultantes no depoimento de alguns autores, a jornalista Rita Pinto Coelho vos revela afinal o que é esta “editora”. Aviso-vos já: foi um grande caminho que eles percorreram desde que se estabeleceram no mercado até ao ano da peça jornalística, mas vão ficar surpresos…

Isto leva-nos a outra questão. Como sabem, existem outra alternativa às publicações por “editoras”: as edições de autor. Mas afinal de contas o que é isso? O que é que envolve, e quais os custos? Sabiam que o popular livro (eu detesto, desculpem) das 50 Sombras de Grey começou por esta forma? Mas como? E onde?

Outra questão que surge é: e a distribuição? Será que chega aos grandes grupos comerciais como a Fnac, Bertrand e Continente? Será preciso um ISBN? E o depósito-legal, para que funciona? É o que este artigo da Rita Pinto Coelho responde, quer com respostas simples como com exemplos e comparações. É um artigo fantástico para quem está a começar e quer começar a dar-se conta de todos os domínios e dimensões.

Mas há outra questão muito importante. E uma que vem explicar tudo isto…

Por esta altura, devem percebe-se o quão exclusivo é quase este mercado. Quer seja preciso muita sorte para se “chamar a atenção” de uma Editora, quer um investimento monetário que varia, é preciso compreender o porquê de ser assim. O porquê de grandes grupos editoriais só aceitarem publicar dois autores desconhecidos por ano, de uma média de 1.500 manuscritos que recebem. E este porquê é: quanto custa, afinal, um livro? Quais são os valores? Quando é que um livro está efetivamente pago ou dá lucro à editora? Neste artigo de opinião publicado no Jornal Tornado, pelo João Vasco Almeida, é de forma simples e concreta que são apresentados os cálculos e que justificam, em parte, este funcionamento do mercado.

Disse que eram somente três as publicações, mas são aquelas que sempre guardei nos meus favoritos e partilhei com colegas autores. Já vos falei como a solidão de um autor pode ser vivida, mas espero que com estes artigos se consigam sentir menos sós ou “abananados” ao perceber todo este mecanismo.

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