O Caderno do Diogo: Os Primeiros Erros

Esta publicação é para aqueles que estão mesmo a começar. Que querem muito escrever um livro, e podem sentir-se perdidos num ponto que é fundamental. Aquele que é o “escrever tudo”.

Sabemos que cada autor é único. Cada um de nós tem o seu estilo literário. Cada um de nós tem o seu género e a forma como quer expor, mostrar e demonstrar as coisas. Porém, quando se começa, erramos. E muito. E eu errei e ainda erro. Mas por favor, não se enganem: o erro é importante. É o mais gratificante na escrita de cada projeto. É o que me faz tirar lições de como escrever. Que técnicas adotar para um próximo projeto. E é fantástico.

Nesta publicação não vos vou dizer para terem cuidado a x,y, ou z. Vou antes dizer-vos para errarem. Para não terem medo de escrever tudo o que vos vier à cabeça. Existem fases para lidar com essas questões depois. Por agora, não tenham medo. Escrevam. Libertem-se. É só dessa forma que, depois com uma nova leitura, se vão aperceber o que é bom e o que é mau. O que funciona e o que não funciona.

Nestes erros, acho que os melhores são:

  • escrevermos momentos, passagens e diálogos que se arrastam, em que estamos somente a divertir-nos com as personagens;
  • o uso de vocabulário mais popular;
  • as cenas que não servem para nada;
  • os mistérios que afinal não existem;
  • o escrever por não querer dizer adeus;
  • o escrever sem pesquisa;
  • escrever sem noção do género literário;
  • escrever sem consciência do público-alvo;
  • escrever só com base num título que nos possa limitar;
  • escrever de forma tão estruturada que a história perde a naturalidade;
  • o escrever que acontece por não sabemos para/por onde levar as personagens;
  • escrevermos para sermos famosos/conhecidos;
  • escrever só por publicar.

Já cometi todos esses e muitos mais. Não falo sequer dos erros ortográficos ou gramaticais que já falei anteriormente. Falo sim do erro do experimentar. Do erro que só existe por fazermos o que gostamos. Daquele erro que nem é pensado. Não é à toa que o grande conselho dos grandes autores seja: “escreve, escreve sempre.” Desta forma, aprendi a planear de forma diferente as minhas histórias. E também errei nisso, mas foi o que me permitiu melhorar a forma como o faço.

Na nossa sociedade está incutido que o fracasso é mau. Que não é o ideal. Mas é! E se formos nós próprios a construir sobre ele, temos todas as possibilidades possíveis para crescer. Por isso, mãos ao teclado e errem. MUITO! Não se preocupem que falarei depois como resolver tudo.

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