2019: Ano novo, tudo na mesma

É esta! A primeira publicação do ano. Muito provavelmente vão pensar: Diogo, é dia 1. Estamos de ressaca, ou a dormir, ou sem paciência, ou tudo ao mesmo tempo. Não descansas? A resposta é não! E ainda mais: esta publicação não é o que seria de esperar. E, sendo sincero, está muito longe do que vos queria contar…

Ainda não é nesta a publicação em que vos dou as estatísticas finais do ano que terminou. Onde analiso o que irá transitar para o blog este ano. Não! Esta é uma publicação onde vos dou conta de como foi a minha noite de ano novo. Sendo que foi um grupo de cinco pessoas que jantou cá em casa, era 23:30 quando chegámos ao Jardim do Morro. A noite estava fria, não era a pior, mas foi com ela que chegámos até à ponte D.Luís I para passar o ano. Comemos as 12 passas, abrimos champanhe, e vimos o fogo quer de Gaia, quer do Porto. Com uma multidão gigantesca, fomos dançando, comendo umas farturas recheadas, e bebendo. Lá fomos nós depois para o carro para uma noite passada com jogos de tabuleiros. Aqueles de que já vos falei, lembram-se? Com isto caminhámos por longos minutos, envoltos pela humidade e gargalhadas da noite. Qual a nossa surpresa – E MINHA SURPRESA -, quando a M, a B e depois o R, me dizem que o meu vidro do lado do pendura, do passageiro, aquele pequenino, estava partido. Estilhaçado e com vidros escuros no interior do carro.

Eu nem queria acreditar. Mas todos ajudaram a limpar os vidros, incluindo o T, enquanto me dava conta de que aquele ato foi por mera maldade. Não sabemos de quem, é certo. Todavia, quando estacionámos o carro, algo aconteceu… Quando estacionámos juntamente com outro grupo de pessoas, este não recebeu nada, mostrando-se f***** da vida. Verdade!

Não queria estar aqui a julgar. A “atirar a primeira pedra” só por as circunstâncias apontarem para um indivíduo e a resposta a uma reação nele desencadeada por terceiros. Porém, isto leva-me ao tema da publicação de hoje. Por vezes, procuramos tanto um novo ano, ter mudança, quando o núcleo dessa mudança não muda. A sociedade. A forma como não só nos comportamos de uns para com os outros, como a nossa cultura e políticas que parecem nada fazer para intervir junto destas populações. E eu sei bem o trabalho que as equipas de rua fazem. É brilhante. Louvável. Sei também que cada pessoa é um mundo de histórias de vida. Única. Que devem de ser respeitadas! E também sei que por vezes estas pessoas recusam a ajuda. Mas não deveríamos procurar outras alternativas? Para que estas não passem tão sozinhas ou na mendicidade? Também sei que muitos podem perguntar-se qual o propósito de estar a contar isto. Mas a vida não é perfeita! Não há sentido de a pintarmos assim. Mas com isto temos também o poder de refletir, e esperar por alguma mudança que quer pode partir de nós, como da nossa civilização como um todo. E, como tal, de refletirmos!

Este ponto leva-me também às metas que todos os anos definimos. Os objetivos ou compromissos que costumamos fazer nesta altura. E que eu costumo fazer! Muitos são feitos quando como as 12 passas ao som da meia-noite. Outros posteriormente. Mas até que ponto me engano com isto? Até que ponto nós, enquanto sociedade, nos iludimos com as resoluções de ano novo?

Sinto que muitas vezes procuramos obter grandes mudanças. Alcançar grandes objetivos, quando a solução para eles passa por mudar-nos a nós próprios. A nossa perspetiva sobre as questões que tanto nos atormentam. E sim, estou a falar também de mim. De coisas que todos os anos ia sempre prometendo a mim mesmo sem esperar que eu próprio mudasse para as alcançar. Com isto, e nesta primeira publicação do ano, quero dar-me uma lição a mim mesmo.

“Diogo, por vezes as grandes mudanças vêem das pequenas coisas. Das pequenas metas, pequenos objetivos que juntos, vão sim, ao encontro do que tanto queres mudar. Mas tem calma. Há objetivos que vão falhar. Promessas que não darão certo. Caminhos que não vais conseguir fazer sozinho. Por isso não te enganes se começares o ano e tudo estiver na mesma. O novo ano deve ser isso, um novo ano. Um novo volume no livro da tua vida. Há muitos capítulos por escreveres. Onde metes as vírgulas, pontos e parágrafos é o que fará a diferença. É o que trará a mudança que tanto podes procurar.”

Sei que há muita coisa que ficará esquecida. Ignorada. Também sei que 80% da sociedade ficará na mesma, eu incluído. Mas que se lixe. Agora só vos quero desejar uma ótima entrada para o ano vindouro. Que seja ou tenha sido melhor do que a que eu tive. Será sem dúvida motivo para nunca a esquecer.

3 Replies to “2019: Ano novo, tudo na mesma”

  1. Excelente forma de iniciar o novo ano. =)

    Bom ano, Diogo! Que 2019 seja um ano de muita escrita e mudanças no meio editorial.

    Beijinhos!

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    1. Realmente… Foi um começo peculiar. Mas ao menos aprendo nestas coisas.

      Obrigado pelos votos de bom ano e faço deles também teus. Espero que seja um ano de viragem e que nos marque!! Beijinhos

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