10 Anos de Crepúsculo

Nem queria acreditar quando escrevi o título desta publicação. Também não quero acreditar que já passaram 10 anos que o primeiro filme da saga Luz e Escuridão estreou.

Parte de mim sente-se envergonhado por admitir que era um fã ferrenho desta saga. Mas a razão é muito simples: foram os primeiros livros que verdadeiramente li. Os que li com gosto e prazer. Que devorava e levava para todo o santo lado. Sempre tivera uma paixão por vampiros na minha infância, pelo que quando a minha madrinha me falou do trio amoroso engraçado que estava a ler, soube de uma coisa: eu queria ler. Tinha vampiros e tinha de ler.  Assim, e após esta conversa de carro com ela, fui lendo-os. Página por página, até se tornar capítulo por capítulo, e em dias passados agarrados a eles. Quando soube que haveria um quarto livro, e ainda maior que os outros, todo o meu coração rejubilava. E porquê? Porque foram os livros que me fizeram perceber o quanto amava ler e, sobretudo, o quanto adoraria escrever uma história como aquela: viciante.

Após os livros seguiram-se os filmes. Com eles, a minha geração começou a aperceber-se da história que era. Aí começou o crescer do culto que a saga Twilight representava. Uns amavam-na. Outros odiavam. Havia ainda aqueles que a viam em segredo. O certo é que os cinemas iam à loucura com as nossas pré-reservas e frenesim que se fazia, ano após ano, com a espera de um trailer, para depois uma sala de cinema cheia. Pelo meio haviam conversas a combinar-se a ida com amigos ou familiares, para depois se discutir o quão o filme era, ou não, fiel ao livro.

Se as coisas acabassem aqui? Não… O que vinha depois era a coleção das revistas e dos posteres das personagens que as revistas da altura distribuíam. Quando as novidades começavam a escassear, era altura de ver as datas para os MTV Movie Awards, onde os trailers eram sempre revelados.

Lembro-me que fui ver o primeiro filme ao cinema numa noite em que a lua era maior que tudo em seu redor no dia 11 de janeiro de 2009. Atrasei-me, é certo. Mas todos os outros foram vistos, e posteriormente comprados ou oferecidos. E eu… eu delirava. Então cada batida da banda sonora era motivo para me fazer querer ver tudo outra vez e me apaixonar por aquele mundo da literatura fantástica. Uma paixão que me levou por anos a ler, quase que em exclusivo, livros do género.

Hoje, sempre que dão na televisão, parte de mim esmorece, nostálgica e com saudades daquele tempo. Do frenesim e das conversas. Do entusiasmo juvenil. A história em si, nos dias de hoje, não me diz nada. Acho até algumas personagens chatas. A história já somente me entretém…, mas a música por si só, conta a sua história e vem carregada de todos estes sentimentos e emoções. Claro que isto se foi notando no meu crescimento, já que não só não tenho o DVD do último filme, como na altura não lhe achei nada piada. Numa época em que a saga Harry Potter comandava as coisas e os argumentistas quiseram dividir o filme em duas partes, a replicação disso com o livro Amanhecer não resultou propriamente bem. Uma opinião fundamentada com o que ia começando a ver e ler na altura.

Assim, agradeço a esta saga e à sua autora pela juventude que me proporcionaram e, com isso, um amor aos livros que, talvez sem a mesma, não seria possível.

Numa altura em que os filmes voltam às lojas com capas comemorativas (infelizmente em nada comparadas aos dos EUA em que cada filme tem uma própria), deixo-vos este vídeo que a realizadora do primeiro filme, Catherine Hardwicke, e o ator que interpretou o Jasper, Jackson Rathbone, fizeram para as edições especiais: 

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