Dicas de como fotografar e editar no telemóvel – Parte I

O smartphone está sempre connosco. Todos o sabemos. Quer seja no mero conforto da nossa casa, quer no meio de um nevão, ele acompanha o nosso dia-a-dia. Com isto, a vontade de fotografar é cada vez mais emergente bem como da partilha. Eu próprio comecei o amor pela fotografia aquando da criação do Instagram.

Os anos foram passando, claro está, trazendo com isto avanços tecnológicos que possibilitaram a inclusão de câmaras cada vez mais potentes dentro dos nossos bolsos. Com isto surgiu a ideia desta publicação. De de uma vez por todas, vos falar daquilo que tenho aprendido ao longo dos últimos anos. É certo que não tenho nenhuma formação, nem sou um fotógrafo profissional. Mas acho que tenho os conhecimentos básicos para esta publicação, pelo que vamos lá embarcar na aventura que passa também pela vossa ajuda…

Em primeiro lugar está, para mim, o que é a coisa mais importante: conhece a tua câmara. É fácil sermos ludibriados nos dias de hoje por fichas de especificações e campanhas de marketing que nos levam a comprar um telemóvel sem plena consciência da câmara que temos em mãos. Posto isto, nada melhor que visitar o site da fabricante e ler todas as dicas que a mesma tem, assim como dos manuais de instruções para que melhor consigamos tirar proveito da máquina que temos em mãos. E porquê? Porque é o fotógrafo que faz a fotografia, não a câmara. E isto leva-me ao ponto seguinte.

As câmaras podem ser iguais. Podem todas ter a mesma contagem de megapixels, de abertura e o mesmo conjunto de recursos ilimitados no modo manual. Mas de que serve isto se nós não sabemos qual o nosso estilo de fotografia? Com isto nada melhor do que cometermos erros. Tal como na escrita um autor, e eu, o fazemos, na fotografia o mesmo princípio se aplica. Não ter medo de experimentar ângulos, filtros de cor, saturação, temperatura, o equilíbrio dos brancos, são todos pontos a favor para que consigamos encontrar a história que queremos contar com cada fotografia. 

É certo que o modo automático das nossas câmaras já fazem quase todo o trabalho. Só é preciso o utilizador pressionar o botão. Mas será que isto quer dizer que não poderemos saber alguns princípios de fotografia para melhorar ainda mais a nossa perícia?

  • ISO é o nível de sensibilidade da câmara à luz. Com isto, um número baixo indica que a câmara ficará menos sensível à luz, e um valor alto significa uma maior sensibilidade. Claro está que, assim sendo, uma sensibilidade maior pode gerar ou imagens desfocadas, ou com muito ruído, ou até mesmo fotografias muito escuras ou, o oposto, demasiado expostas (à luz).
  • Tempo do Obturador refere-se ao tempo durante o qual o obturador está aberto e o sensor da câmara está exposto à luz.  Uma rápida velocidade de obturador ajuda como que a bloquear o movimento, o que é ótimo para cenas de movimento. Já um tempo mais lento pode levar àquelas fotografias em que vemos os rastos de movimentos de um determinado objeto ou ação (exemplo: água, carros, etc.). 
  • Abertura, indicado pelo número f , refere-se à luz que entra pela câmara, permitindo a captação da imagem. O engraçado disto é que QUANTO MAIOR O NÚMERO, menos a luz que entra, já que QUANTO MENOR O NÚMERO, maior é a luz que entra. Claro está que num smartphone, em geral, a abertura é fixa (tirando alguns modelos recém-apresentados).

Algo ainda importante de referir é a questão dos megapixels. Houve uma altura que quanto mais, melhor. Todavia, hoje, sabemos que isso não correspondem por completo à realidade. É certo que se quisermos imprimir as nossas fotografias, quanto maior a resolução da mesma, melhor. Claro que tudo depende também da abertura, do tamanho dos próprios pixeis, e até mesmo do mecanismo de pós-processamento que cada marca/fabricante tem.

Posto tudo isto, e após vos ter dado estas dicas, estão mais para informação, está na altura dos pontos concretos desta publicação de ideias para elevar o jogo fotográfico ao próximo nível:

  • Conhece a tua câmara;
  • Conhece os seus valores máximos e mínimos de ISO. Câmaras com um ISO elevado podem ser excelentes na captação de imagens em condições de pouca luminosidade;
  • Usa um tripé. É certo que muitas câmaras têm estabilizador óptico de imagem, e outras até electrónico de 5 eixos. Quer estes sejam ópticos ou digitais, nada melhor que um tripé para garantir que a tua fotografia saia na perfeição. Se for em ambientes de pouca luz, ainda melhor;
  • Se não tiveres um tripé contigo, experimentar usar o temporizador a 3s enquanto te mantens o mais quieto possível: pés afastados à largura dos ombros, e braços colados ao corpo;
  • Experimentar usar também o temporizador ou detector de sorrisos, ou grupos, nas selfies;
  • Certifica-te que a lente ou lentes estejam limpas. É fácil meter lá o dedo gorduroso sem querer;
  • Cuidado no uso do flash. Verdade seja dita, são mais as vezes em que ele estraga a imagem, do que ajuda;
  • Brinca com diferentes focos;
  • Certifica-te de que tens definido o foco pretendido e quais as opções que a tua câmara oferece neste sentido;
  • Procura o teu estilo de fotografia. Não tenhas medo de cometer erros;
  • Procura por reflexos de água, vidros, espelhos, metais. São sempre ótimos para fotografias únicas e brilhantes;
  • Experimenta o preto e branco para remover o ruído nas fotos;
  • Experimenta diferentes ângulos. Todos nos fartamos de fotografias tiradas nos sítios mais esperados;
  • Atenta na captura de pessoas. Certifica que o ângulo é o mais indicado e se queres dar destaque à paisagem ou à pessoa;
  • Experimenta brincar com a uma abertura mais longa no modo manual ou modo dedicado para pinturas de luz;
  • Podes também experimentar o equilíbrio dos brancos para obter ou mudar por completo a forma como um ambiente é percecionado pela câmara;
  • Brinca com a luminosidade e até a temperatura. Nem sempre a câmara consegue detetar por completo o que vemos ou, em último caso, poderemos até ter uma ideia completamente diferente para a ocasião;
  • Muda o ISO no modo manual. Por vezes é uma boa ideia quando temos muita luz em cena e isso distorce a imagem;
  • Nem sempre o modo HDR faz o trabalho devido. Experimenta desativar ou até tirar fotografias com e sem para teres por onde escolher;
  • Usa as linhas de grelha quando estás com dificuldade em encontrar a linha do horizonte ou até para enquadramentos que queiras fazer;
  • Experimenta fotografar em modo MACRO. Por vezes, em diversos cenários e situações, nada melhor que mexer nestes controlos manualmente para focarmos no que realmente queremos e manter o fundo desfocado;
  • Se estás a ter problemas com a qualidade das fotografias tiradas à noite experimenta reduzir o número de megapixels (a resolução) da imagem;
  • Certifica-te de que tens sempre espaço disponível antes de grandes sessões de fotografia e/ou viagens;
  • Tenta o modo Burst para grandes momentos de ação como fogo de artifício ou animais. Assim nunca perdes um momento;
  • Privilegia a luz natural;
  • Brinca com as sombras;
  • Atenção às situações de contra-luz (um bom modo HDR é fundamental);
  • Cuidado com o zoom (a não ser que seja ótico);
  • Tira várias fotografias à mesma coisa. Nem sempre tudo sai bem à primeira;
  • Quando tiramos fotos a comida, os ângulos, luz e sombra são tudo. Especialmente quando queremos obter aquele brilho e sensação de água na boca;
  • Experimenta fotografar com um objeto ou luz em frente da lente do telemóvel. Poderás ter efeitos únicos;
  • Faz sempre backup das tuas fotos.

E pronto! Chegámos ao fim desta primeira parte. Provavelmente vais estar a dizer que muitas das dicas são básicas. Que já sabias. Mas acredita, há muitos utilizadores que não sabem que podem melhorar as suas fotografias ou até mesmo utilizar aplicações diferentes para tirar fotos. Posto isto, nada melhor que nestes casos, sairmos da nossa zona de conforto e tentar diferentes editores ou até mesmo câmaras que nos dêem mais controlo da fotografia a ser editada. E atenção: numa altura em que as fabricantes promovem câmaras com inteligência artificial, por vezes esse processamento de imagem dá mais uma imagem artificial do que natural. Nada melhor que testares isto a fundo em tua casa e diferentes ambientes para que, na hora de fotografar a sério, estares preparado para tudo!

Não percas amanhã a Parte II

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