Crítica: Um Pequeno Favor

Quando vi o trailer deste filme, o meu pensamento foi: tenho de o ir ver! E disse-o porque não é do tipo de filmes que vá ver ao cinema, mas só pelo facto de que não acho que se justifique ver num grande ecrã. Todavia, quando falamos da belíssima, talentosa, e etc. Blake Lively e Anna Kendrick, o assunto muda de figura...

Não conhecia o livro e a história foi só mesmo pelo trailer. Sei que quando entrei na sala de cinema, nem a sinopse sabia. Só ia com a informação que o trailer me mostrava. Assim sendo, toda a situação foi uma autêntica surpresa. Uma que começou logo pela abertura do filme. Fabulosa, original e única. Parecia que estava a ver aqueles filmes clássicos, sabem?

Todo o tom do filme parece ser estabelecido naquele ambiente, pelo que a própria montagem do filme vai de acordo à abertura que nos dá a conhecer logo a personagem da Anna. Uma video-blogger que faz vídeos para mães. Após isto vemos toda a sua dinâmica pessoal e familiar no qual, em meros minutos, conseguimos assimilar tudo o que a personagem é. E isto é feito com tanta mestria do realizador – Paul Feig -, que ficamos de queixo no chão.

O filme vai avançando e rapidamente somos introduzidos à personagem da Blake Lively e, meu Deus! Que entrada ela tem no filme. Após isto, temos uma química entre as duas atrizes fabulosa e que nos faz desejar ter mais e mais daquilo. É uma relação tão bonita, que leva o espectador a acreditar em tudo. Claro está que é nisto que se constrói todo o filme.

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Com isto, temos então o desaparecimento da personagem de Blake e com ele, toda uma história plausível que faz o espectador dar voltas na cadeira. Quer de surpresa, quer de vontade de rir. E depois, quando julgamos que compreendemos tudo e o que irá acontecer – fruto de partes da história que não são mostradas ao espectador (algo super bem feito e inteligente e anormal nos filmes de hoje) – somos como que atirados para o chão, incrédulos. Parvos. Nisto tudo está a maturação sem precedentes da protagonista, contrastando por completo com o início do filme.  Algo feito por todo o drama que é incutido desde o início do filme aliado a um forte suspense em que o espectador de nada sabe!

A banda sonora é, como tal, bastante única e nada própria para um filme “de massas”. Mas garanto-vos, se esta é inesquecível, o próprio filme também o é. Arrisco-me a dizer que é dos melhores filmes do ano. Quer pela realização, argumento, atuação, banda sonora e montagem, assim como por todas as vezes que me remoí na cadeira do cinema. Recomendo vivamente e mal posso esperar para o rever, especialmente com quem não o viu. Vai ser fabuloso ver as caras que fiz numa sala escura, espelhadas noutras pessoas.

E vocês? Já o viram? Contam-me tudo! O que acharam?

 

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