Porque escreves sobre “famílias desfeitas”?

Momento de Perguntas dos Leitores

Quando me fizeram esta pergunta, confesso que fiquei absorto. A pensar em tudo o que escrevi, para depois conseguir olhar para a pergunta com outros olhos. Olhos que compreenderam como isso é verdade. Como nos dois livros que publiquei, os protagonistas sofrem de alguma maneira com as suas famílias problemáticas. Por isso, nada como este espaço para eu próprio reflectir sobre esse ponto em comum e dar-vos as razões. Ou melhor, a razão: o motivo que me leva a escrever sobre estas problemáticas é mesmo a vida.

É certo que para quem lê os meus livros, pensa que estou nalguma espiral de inspiração, o que em parte é verdade, especialmente se considerar o livro que atualmente estou a escrever. Contudo, no meio de O Bater do Coração e do Esquecido, estive dois anos a escrever o Uivares, uma história de fantasia. Uma história que está aqui muito bem guardada no meu PC, por agora… Mas que partilha igualmente de alguns pontos com os livros que publiquei. Ou seja, é uma pergunta válida para o universo que tenho na mente.

Em primeiro lugar, e tendo já dado um pequeno contexto à resposta que sucede, importa referir como todos os meus livros estão ligados. Sim! Isso mesmo. E que ideias mirabolantes para uma história que se passa no domínio espiritual onde as personagens que morreram em cada história conhecida do público, se encontrem, já está a ser arquitetada. Mas a razão está longe de ser esta, claro.

Como qualquer leitor, quando leio, gosto de sentir o quão longe os meus problemas estão. Afastado de uma realidade boa ou menos boa. E com os meus livros, o desejo é o mesmo. Todavia, com o meu crescimento, tenho compreendido que os problemas do quotidiano não podem ser ignorados. Que eu não conseguia pintar na minha escrita uma realidade utópica. Assim, ao representar alguns dos temas da sociedade e da adolescência, como a perda de identidade, violência doméstica, sexualidade, dependência, novas oportunidades e escolhas, é a solução. Aliado a isto, está ainda o facto de escrever na primeira pessoa, e por isso dar o meu máximo para que se veja o crescimento das personagens nesses domínios. Só assim sinto que o leitor está num mundo imaginário, afastado da sua realidade, mas com pequenas representações que tocam momentos chaves das suas memórias e permitam, após a leitura, ver o mundo com um olhar rejuvenescido.  Com isto, quero dizer que apesar de desejar uma boa experiência para o leitor, quero que ele se sinta ainda mais completo do que se sentia quando começou a leitura. É assim que sei que as minhas palavras tocaram alguém e que a vida tem muito mais que um prisma! Além do mais, importa não esquecer a conotação negativa de “família desfeita”, mas é algo que só é compreendido com a leitura dos livros!

Curiosos? Estou ansioso por ouvir as vossas opiniões! 🙂

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