A Violência Doméstica em “Esquecido”

Os filhos de mulheres vítimas de violência doméstica têm uma taxa de retenção escolar cinco vezes superior à média nacional. É uma consequência dos atos violentos a que assistem em casa e que tem efeitos negativos no rendimento escolar, além de provocar dificuldades de convívio e interação social.

– Diário de Notícias (7 de janeiro de 2018)
Fonte

Começa assim o artigo do DN, do passado 7 de janeiro. Um artigo que se traduz numa amostra daquilo que foi retratado no início do ano relativamente ao impacto da violência doméstica nos filhos de vítimas de violência doméstica.

Vivendo nós numa altura em que se urge, mais do que nunca, conseguir falar abertamente destes temas, quando comecei a escrever o Esquecido, estava longe de imaginar o quão difícil seria retratar esta realidade. Parte dessa dificuldade deve-se ao facto de, escrevendo em primeira pessoa, sabia que tinha de dar um passado a cada personagem que fosse palpável, ao ponto do leitor se conseguir colocar em pleno, quer no ponto de vista do protagonista, como da sua irmã e mãe. Claro está, contudo, e de extrema importância, o lado do agressor.

A violência doméstica abarca comportamentos utilizados num relacionamento, por uma das partes, sobretudo para controlar a outra.
As pessoas envolvidas podem ser casada ou não, ser do mesmo sexo ou não, viver juntas, separadas ou namorar.
Todos podemos ser vítimas de violência doméstica.
As vítimas podem ser ricas ou pobres, de qualquer idade, sexo, religião, cultura, grupo étnico, orientação sexual, formação ou estado civil.

APAV

Assim, procurei dar-vos o passado da mãe de Duarte e seu pai, procurando que vissem como era a vida desta família antes da esfera económica ser abalada pelo desemprego, trazendo consigo um desespero que era saciado com o álcool e a violência física praticada pelo pai sobre a mãe de Duarte. Uma mãe que se esforçava sempre para proteger os filhos e permitir que o crescimento destes fosse o melhor possível. Ou seja, aquilo que muitos podem chamar de “um crescimento normal”. Contudo, face às dificuldades, vemos um Duarte a entrar em domínios mais duvidosos da sua vida, procurando com isto ajudar os pais, ou melhor, a mãe, nas dificuldades que enfrentavam diariamente.

Claro está que o choque é ainda maior quando este, passados 4 anos, perde essas memórias. Os medos, dúvidas, receios e raiva acreditando que o inferno que passava em casa, ainda lá estava. Ou ainda pior, que o motivo de ter sido atirado para uma cama de hospital, era o seu passado. Mas será que isso é completamente mentira?

Muitas aventuras e mistérios adensam esta história, em que dei-me a meio do livro a perguntar até que ponto um filho poderia voltar a dar oportunidade a um pai. O seu pai… Queres descobrir mais?

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