Parte II – A História e as Personagens

Há muito tempo que almejo escrever algo deste género. Para os mais atentos, sabem que algo já foi feito nesse sentido, com a página “Como se faz um livro?“, referente ao meu próximo livro a chegar às livrarias: Esquecido. Todavia, sempre soube que faltava algo. Algo que me fizesse comprometer mais com o blog, vocês, e sobretudo, o que eu sempre quis fazer. Por isso, lanço estes pequenos posts aqui no blog, de modo a que até ao lançamento do Esquecido (dia 20 de janeiro), possam ir tendo uma visão de como tudo se passou e, até mesmo, ideias que vos possa dar para as vossas próprias histórias. Vamos lá?

Podem ler a Parte I – A Ideia, aqui!

Parte II – A História e as Personagens

Sofia Bugalho – Sofia (…) tentou suportar a perda do seu marido com o seu único filho mas revelou-se numa tarefa difícil. Uma tarefa que custou uma mudança drástica na vida do seu filho até então responsável e moderado. É grande amiga da família Mota.

Muito antes de ter o meu documento Word preparado para receber as primeiras palavras, pensar nas personagens é fundamental. Pensar nos seus nomes, estrutura física, personalidade, sem esquecer as vivências que têm da vida que levam. Começo sempre por criar umas meras linhas para cada uma. Daquelas personagens que, em algum momento no livro, terão um lugar de destaque ou, mesmo que não aconteça (muitas vezes por alteração da ideia inicial), serão referidas, ou que influenciam o comportamento de determinada personagem. 

Neste livro, como iria abordar pela primeira vez temas como o desemprego, violência doméstica, perda de identidade (já trabalhado em O Bater do Coração), e drogas, tendo a juntar todos estes elementos o romance, drama, suspense e policial, criar essas linhas revelou-se mais do que necessário. Na verdade, sem elas, a história que tinha hoje, seria completamente diferente daquela que estava originalmente planeada. 

Todavia, estava a revelar-se algo tão complicado na minha cabeça que escrever tornava-se cada vez mais imperativo. Tinha os traços principais das personagens delineados. Tinha o meu primeiro cronograma todo rabiscado e cheio de ideias que não paravam de fervilhar. As pesquisas que tinha feito também foram fundamentais para chegar ao momento da escrito do primeiro rascunho, bem como o apoio de amigos meus que tão bem me souberam ajudar para que conseguisse “lançar a primeira palavra”. 

É, assim, em agosto de 2014 que começa a aventura. Tinha os traços gerais da trama todos definidos. Sabia que iriam existir mudanças, como acontece sempre, na história, mas lá ia eu. Contente! Em setembro enviei os primeiros capítulos a alguns leitores-beta. Ansiava por saber se o que eu estava a escrever, sendo em primeira pessoa, ia de encontro ao que queria que o leitor sentisse. Assim, sabendo que algumas lágrimas eram vertidas, continuei. Acabei-o em dezembro de 2015! 

Há diversos autores que defendem que o tempo ideal para a escrita de um livro são três meses. Confesso que em parte, concordo com eles. Em diversos pontos que poderei explicar-vos mais tarde, mas neste caso, não. Na altura tinha 19 anos. Havia muita coisa que ainda não tinha sentido, experimentado. Tendo eu uma escrita que resulta da aprendizagem da própria personagem ao longo do tempo, consegui tirar muito mais proveito com este método de trabalho, do que aquele que tenho, por exemplo, no livro que atualmente estou a escrever. 

No entanto, havia algo que não poderia ignorar. Um ano depois, adorava o que tinha escrito. Mas… mas faltava algo. 

Após rever a história toda, nomeadamente para a correção de erros e incongruências, mandei novamente a leitores-beta. O feedback andou em torno do mesmo: gostaram muito, tirando algumas partes que poderiam ser melhoradas. Todavia, não era o que eu queria realmente ouvir. Sabia que havia mais do que isso. Por muito que não fosse notório. 

Acabei por falar com a minha tia, que me apresentou ao mundo literário e me ajudou na revisão do primeiro (nomeadamente a cortar coisas que não tinham jeito nenhum). E, finalmente, encontrei quem partilhava da minha opinião. Aceitei de imediato as suas palavras: de descansar. De me afastar das mais de 200 páginas em que trabalhara. 

Vivi mais a minha vida académica, dediquei-me mais aos meus amigos, família e colegas e até a festivais de verão. Tudo isto para que a outubro de 2016, quase um ano após a conclusão do manuscrito inicial, comecei seriamente a rever. Tirei muita coisa, reescrevi outras, aprimorando frases aqui e acolá. Se tinha pensando que o difícil tinha sido o manuscrito inicial, esse pensamento foi completamente anulado em janeiro de 2017, quando tinha, finalmente, a versão final concluída! 

 

ESQUECIDO,

JÁ À VENDA

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