#Entrevista à Escritora Letícia Brito (2ª Parte)

Boa tarde leitores,

Como estão?

Pois bem, hoje venho apresentar-vos a segunda parte da entrevista à escritora, bloguista e fotografa, Letícia Brito:). Depois de termos ficado a conhecer o seu percurso na escrita bem como as suas aprendizagens, hoje ficaremos a conhecer um pouco mais desta jovem escritora 😀 Espero que gostem.

Para os que não leram a 1ª parte, podem encontra-la aqui.

11ª Com que frequência escreves?

Escrevo todos os dias. Seja para atualizar o blog, preparar uma história nova, rever o meu primeiro livro ou para enviar para as colunas das plataformas onde me encontro inserida. Aproveito para partilhar, que tenho um projeto “É um segredo” que consiste no envio de histórias de vida e desabafos de pessoas que mantenho no anonimato, e a partir das quais escrevo as minhas crónicas, inspirada em relatos reais. De um desses relatos, surgiu “A minha melhor amiga suicidou-se”, que integrou a plataforma Capazes – Associação Feminista – da Iva Domingues e da Rita Ferro Rodrigues, em menos de um mês, esse mesmo relato, escrito pela minha mão, atingiu mais de 18 mil visualizações. Estou sempre a escrever, nem que sejam coisas sem qualquer importância ou relatos como este, que chegam a milhares de pessoas, pessoas essas que se sentem abaladas com eles, e se reveem ou conhecem alguém que já se encontrou naquela mesma situação.

IMG_0388.JPG12ª No meio de histórias, contos, crónicas, ou até mesmo as publicações no blog, alguma vez te faltou a inspiração? Como passas o bloqueio de escritor?

Escrevendo. Acho que a melhor forma de superar o bloqueio de escritor é nos forçarmos a nós mesmos a escrever. Nem que saia uma mistura de palavras desconexas, após libertar-me desse transe, pego no que escrevi quando a inspiração faltava e refaço.

13ª Esta pergunta acho inevitável tendo em conta a tua paixão pelas palavras: qual a melhor coisa em ser uma escritora?

O meu lado filósofo, realista e sonhador. Entendo que os heróis falham e que os finais felizes, quer na ficção ou na realidade, requerem tempo. E os finais não tão felizes, acontecem para o pior e para o melhor. Não espero perfeição de ninguém, aliás na narrativa da vida, os defeitos das personagens são interessantes. Tal como nos livros bons não existem personagens perfeitos, e os problemas temperam as histórias, o mesmo acontece na vida. Nós escritores não gostamos de heróis invencíveis, sobretudo queremos que antes de mais, eles sejam humanos e o público se identifique.

14ª No teu blog referes os autores que te inspiram, podemos com isso deduzir que lês bastante? Qual o género literário com que mais te identificas?

Leio bastante, de facto. Gosto de ler qualquer género, porque acho que o importante é ler, alimentar o cérebro, aumentar os níveis de conhecimento. Mas identifico-me com o romance e o drama. Apesar de nutrir uma paixão inigualável pelo género fantástico e pelos romances históricos e policiais.

15ª Gostavas de escrever noutro género literário, para além do registo do teu livro?

Gostava e escrevo noutro género, para o público infantil. Inicialmente com a página achei que não faria sentido publicar coisas dedicadas aos mais pequenos, porque tinha um registo fixo e se escrevia para os adultos não fazia sentido mudar, mas aliada à página criei o blog e estou a ponderar essa possibilidade, tornando a minha escrita acessível a todos.

16ª Como vês o mundo da literatura no nosso país?

Pouco valorizado. Em Portugal só vinga filho de fulano, parente próximo de sicrano, ou conhecido de beltrano. É preciso ter nome e é lamentável, autores publicam mais facilmente e conseguem mais oportunidades se tiverem conhecidos. Então nós jovens autores precisamos de aliar o nosso talento ao marketing e fazer por nós mesmos, o trabalho que as grandes editoras se recusam a fazer.

17ª O que costumas fazer nos teus tempos livres?

Costumo ler, escrever, fotografar e estar com o meu afilhado. Sou apaixonada por crianças, tenho a minha sobrinha a morar na Costa do Marfim e o meu tempo era mais preenchido quando ela vivia comigo.

18ª Está, nos teus tempos livres, a busca de um “sucessor” ao teu livro, ou já tens algumas ideias?

Tenho mais ideias do que deveria. Acho que o problema é exatamente esse, tenho tido diversas ideias e não sei em qual me agarrar, sou uma pessoa indecisa. Não posso começar duas obras ao mesmo tempo, e também não sei qual delas escolher, de qualquer das formas, são ideias sólidas e aos poucos vou trabalhando em cada uma delas, até decidir: agora é esta!

19ª O que nos conta o teu sorriso?

O meu sorriso conta que tenho enfrentado grandes batalhas dentro de mim, mas que as tenha superado, e que o sorriso é a prova de que sou uma sobrevivente. Todos temos um caminho a trilhar e o meu começou agora, mas não tenciono parar tão cedo.

 

Podes visitar a escritora em http://leticiabritooficial.blogspot.pt

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