Vivências Anormais #14 – Tenho Saudades

Boa tarde, como estão?

Pois é, foi com atraso (visto que andei doente) mas hoje tenho já um texto “novo” para vocês !, e já que estava na hora de mais 😀 . Mas vá, vamos à devida introdução para os novos leitores para depois se deliciarem…

Pois bem, não tardou o sucesso dos textos anteriores, (eu bem vos tinha avisado 😀 ), e já vos trago mais um texto! Pois é… é mesmo isso. Serão dois por semana 😀 .

Para os que não sabem do que falo, iniciei no final do ano passado uma rúbrica em que publicarei aqui no blog textos que o Ricardo Sousa publicou originalmente no seu blog, Vivências Anormais, não só pela amizade que temos, mas pelo grande amor que nutrimos à escrita e de como queremos evoluir nesse mundo. Claro que as publicações mais recentes irão apenas estar aqui lá mais para a frente, mas tenho a certeza absoluta de que, depois deste, irão a correr ler todos os outros de uma ponta à outra. 😀

Para relerem então os primeiros textos, basta carregarem AQUI (ou nos links mais acima – este vai levar-vos às publicações originais no blog do Ricardo).

Sem mais demoras, deixo-vos assim com o “novo” texto:

Tenho saudades…

Custa-me ficar a ver crianças ou adolescentes mais jovens. Eles não têm ideia do quão difícil este mundo vai ser para eles. Quando tinha 5 anos, pensei que ninguém iria magoar-me. Pensei que era invencível. Pensei que era lindo. Era amigo de toda a gente que passasse na rua e dizia-me “Bom dia”. Toda a gente era simpática. A roupa que vestia não era importante. Deitava-me sem medo do dia que tinha passado e sem medo do que vinha no futuro. Nunca tive que fugir por receio de alguma coisa. E, estava sempre sorridente.

Os mais jovens não têm noção da viagem que lhes espera. A vida é difícil. O mundo por aí fora é terrível, maldoso e muito preconceituoso. Ainda hoje não entendo como é que possível eu não ter tido medo disto tudo. Dos medos que me esperavam e que me esperam.

A culpa não é nossa, admito isso. A culpa é das pessoas que nos rodeiam. A culpa é da sociedade e daqueles que infligem esse medo por cima de nós. Isso só acontece porque contaram histórias, histórias sobre o que acontece no mundo que acaba por nos assustar. Por vezes desejava ser como era antigamente. Desejava não ter preocupações. Desejava ser aquele moço de 5 anos que ainda sorria por tudo e por nada. Que ria sem qualquer preocupação e medo presente na minha vida. Tenho saudades disso. Saudades de olhar para o espelho e estar completamente a leste daquilo que os outros achavam de mim. Tenho saudades de brincar à chuva. Tenho saudades de estar lá fora todos os dias. Tenho saudades de não me preocupar com a opinião dos outros.

Enfim… Tenho saudades do velho eu.

– Ricardo Sousa
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Não consegues aguentar por mais? Visita o blog em http://vivenciasanormaisricardosousa93.blogs.sapo.pt
Beijos e abraços,
 Diogo Simões 🙂

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